Tecnologia Educacional

Tecnologias imersivas: novas possibilidades para ensinar e aprender

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Médicos utilizando de tecnologias imersivas para aprender
Foto: Shutterstock

Levar uma turma inteira para vivenciar o dia a dia de suas profissões pode ser uma tarefa difícil e de alto custo. Em tempos de isolamento social, este tipo de situação nem mesmo é possível. Seja num canteiro de obras, num hospital ou numa indústria. A menos que os estudantes possam passar por essa experiência sem sair da sala de aula, fazendo uso de tecnologias imersivas.

Imagine se no primeiro semestre de aula de um curso de Engenharia Civil, toda a turma pudesse visitar o canteiro de obras de uma construção de grande porte. O grupo de estudantes poderia observar inúmeras situações reais no exercício da futura profissão.

Impacto de tecnologias imersivas no Ensino Superior

Numa ação como essa reafirmamos o quão valiosa é uma visita técnica quando falamos em formação profissional. Além de apoiar o professor na exploração dos conteúdos das aulas, permite aos estudantes o contato direto com a aplicação prática da grade curricular.

Aulas imersivas para ensino superior sem sair de casa.

Em resumo, experimentar o contexto da prática profissional, definitivamente aumenta envolvimento emocional do estudante com o conteúdo. Consequentemente, potencializa a aprendizagem.

Para o professor e pesquisador em neuro psicopedagogia, o português Vitor da Fonseca ​“a aprendizagem, a atenção, a percepção, o processamento de informação, a memória, a planificação, a tomada de decisão e a própria criatividade decorrem da sinergia entre o pensamento emocional e o racional.”

Assim, ainda segundo Fonseca, ​“quando o input emocional é adicionado à experiência de aprendizagem, o cérebro capta e processa os estímulos de forma mais significativa e profunda, facilitando a sua retenção e recuperação. A emoção guia a atenção e esta, por sua vez, guia a memória e a aprendizagem.”

O que são tecnologias imersivas

Tecnologias imersivas não são uma novidade. Desde a década de 90 ouvimos falar sobre as possibilidades dos ambientes virtuais, utilizados com sucesso pela indústria aeroespacial e científica. Na última década, videos 360° e projetos com realidade aumentada, foram popularizadas no universo dos videogames. Também na publicidade e no marketing.

No Brasil, projetos de imersão como recurso educacional é algo mais recente e ainda pouco explorado. Mas, a poucos passos de ser uma ferramenta mais acessível para os educadores brasileiros.

Experimentar, vivenciar e aprender

Considerando que o aprendizado se constrói passando pela emoção e memória dos indivíduos, é possível imaginar como é difícil, num curso de formação profissional, criar estratégias de ensino ou estruturar aulas inteiras, tendo poucos recursos de apoio. Especialmente quando falamos do ensino a distância.

Embora a sociedade tenha passado por grandes avanços nos últimos séculos, a maneira que o conhecimento é compartilhado dentro das universidades ainda segue padrões rígidos.

Temos a oportunidade de provocar mudanças significativas nas formas de ensinar e aprender, fazendo uso de diferentes tecnologias. Neste contexto, as tecnologias imersivas parecem ser o próximo passo da evolução educacional.

Seu uso permite aos estudantes experiências virtuais de grande valor para o processo de aprendizagem. Dessa maneira, facilitando a compreensão de temas, teorias e conceitos complexos. E ainda propiciando a eles digerir e reter informações com muito mais eficácia.

As situações e cenários em realidade virtual, as imagens em três dimensões, as simulações e os laboratórios virtuais proporcionam possibilidades infinitas. Mesmo não sendo reais, são extremamente eficazes para que estudantes sintam que estão experimentando o mundo.

Além de vivenciar situações práticas, se envolvendo e aprendendo mais. Graças a essa sensação de “estar presente”, o envolvimento com os temas são tão significativos melhoram a aprendizagem.

De acordo com o cone de experiências do educador americano Edgar Dale, a aprendizagem envolve todos os sentidos. 83% através da visão, 11% da audição, 3,5% do olfato, 1,5% através do tato e 1% através da degustação. Sendo a visão e a audição os sentidos mais envolvidos com a aprendizagem. Primordialmente, as tecnologias imersivas potencializam esse processo, sem sair da sala de aula ou de casa. Ainda, não aumenta demasiadamente os custos para as instituições.

Quando começar a usar?

Por fim, está nas mãos dos professores a utilização de realidade virtual nas universidades, em grande medida. São eles que decidem quando começar a usar esse apoio tecnológico em seus planos de aula.

Instituições do mundo inteiro já percebem que um dos maiores desafios é produzir conteúdos imersivos com qualidade pedagógica e custos acessíveis Aqui no Brasil temos algumas soluções que têm alcançado esses objetivos de forma eficaz.

É o caso do Ambia​, o ambiente imersivo de aprendizagem desenvolvido pela ​Imersys​. Trata-se de uma plataforma que disponibiliza poderosas ferramentas como as “Experiências 360º”. Elas podem ser acessadas tanto com óculos de realidade virtual, quanto em computadores e celulares. Similarmente, os simuladores virtuais interativos em 3D.

Eles trazem soluções como por exemplo, um corpo humano completo, rico em detalhes de todos os órgãos e sistemas. Ele pode ser manuseado livremente por professores e alunos.

Conheça melhor a Âmbia:

Sabe quando falávamos que um dia as tecnologias provocariam mudanças significativas no ato de ensinar e aprender? O futuro chegou e este momento é agora. Se você ainda não experimentou um óculos de realidade virtual, se nunca ficou imerso num ambiente simulado, busque uma sala de jogos, faça contato com desenvolvedores e experimente. Essa é a única maneira de entender todo o potencial de aprendizagem que um conteúdo imersivo oferece.

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Cátia Reis
Comunicadora, mestre em Tecnologia e roteirista de conteúdos educacionais.

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