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Seminário sobre Futuro do Ensino Superior discute tendências do setor

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Foto: Fernanda Furuno/Grupo A

Um dos eventos do SEMESP que mais movimentam gestores acadêmicos no ano é seminário “O Futuro do Ensino Superior”. A edição deste ano foi realizada na última sexta-feira, 16 de agosto, em São Paulo.

O encontro discutiu as principais percepções e tendências sobre o futuro do ensino superior. Também foram apresentadas inovações de ensino a partir da experiência de instituições disruptivas. Além de um conteúdo de alto nível, o momento também proporcionou networking entre os gestores acadêmicos e empresas voltadas para tecnologia e educação. Este foi o caso do Grupo A, que esteve presente no evento representado por Bruno Weiblen, Diretor Comercial da empresa, Henrique Mendes, Consultor de Negócios do Grupo A, e Fernanda Furuno, Gerente EAD e Consultora Sucesso do Cliente.

Desafios do Ensino Superior

Primeiramente, a abertura do Seminário foi realizada por Rodrigo Capelato, Diretor Executivo do Semesp. E foi seguida das boas vindas de Gustavo Gennari em nome da Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP).

Em seguida, o professor Wagner Sanches, diretor acadêmico da FIAP, falou sobre os desafios do ensino superior. Em sua apresentação, Sanches focou na necessidade de modelos disruptivos e das escolas se tornarem exponenciais. Os insights vieram tendo em vista experiências de empresas como Airbnb, Netflix e Spotify. Serviços personalizados e inovadores para os clientes, dentro de suas respectivas áreas.

Experiência da Universidad Tecmilenio

Hector Escamilla, Reitor da Universidad Tecmilenio do México, apresentou a palestra “Inovações do Ensino a partir da experiência mexicana”. Ele ressaltou duas das competências mais importantes que a IES procura destacar em seus alunos: o bem estar e o propósito de vida. Em princípio, ele traz o conceito de que para ter sucesso na aprendizagem, se deve seguir por estes dois caminhos. Isso porque as pessoas que amam o que fazem, fazem seu trabalho ainda melhor. Dessa maneira, existe maior engajamento e por consequência, bons resultados.

Foto: Fernanda Furuno/Grupo A

Essa discussão parte do cenário mundial em que temos profissionais 15% engajados, 67% não engajados e 18% totalmente desengajados. Por isso nesse momento é preciso estimular o aumento do engajamento.

Foco em empregabilidade

No México, existem mais de 3 mil universidades. Em contrapartida, a Universidad Tecmilenio iniciou um movimento para se tornar única atendendo as reais necessidades dos alunos e empresas. Com esse pensamento, eles deixaram de ensinar apenas o que as Universidades estão habituadas a seguir. Desenharam toda a universidade com um DNA voltado para altos níveis de empregabilidade e com foco no bem estar e felicidade dos alunos.

Eles fizeram uma revisão curricular e tiraram todos os conteúdos que não estão mais vinculados com as necessidades do mercado. Além disso, hoje buscam flexibilizar para que os alunos possam selecionar os certificados/disciplinas de forma a personalizar de acordo com suas necessidades e desejos e motivação.

Os funcionários envolvidos nesse processo fundaram o Instituto de Ciencias da Felicidade. Eles foram inspirados em Martin Seligman especialista em psicologia positiva, e hoje possuem 60 mil alunos, permanecendo um instituto sem fins lucrativos e com perspectivas de expansão.

Hoje a Universidad Tecmilenio está entre as 10 melhores universidades do México e se orgulham em serem uma das poucas “universidades positivas”. Isso significa que, em resumo, não trabalham bem estar e felicidade em uma ou outra disciplina, mas em toda a experiência dos alunos na instituição.

Experiência do Centro de Pesquisa de Futuros da Finlândia

Markku Wilenius, Diretor do Centro de Pesquisa de Futuros da Finlândia e Professor-chefe da Unesco para Estudo De Futuros, também estava entre os palestrantes e apresentou o tema “Inovações do ensino a partir da experiência finlandesa”.

Por fim, objetivo do Centro é receber alunos de todo o mundo interessados em estudar “futurologia”. Lá dentro existem três programas e também três competências envolvidas nesses programas. São elas capacidade cognitivas, capacidade emocional e habilidades do século XXI.

O Grupo A é parceiro do SEMESP. E como tal, se sente honrado em participar de eventos promovidos pela associação. Esta é uma oportunidade de manter acesa a discussão sobre o futuro do ensino superior. Além de promover aos profissionais por trás de Instituições de Ensino Superior uma atualização continua sobre as transformações do setor.

Leia mais:
:: Seminário ABMES discute educação e tecnologia no século XXI

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