Papo de editor

O dia em que conheci o pen drive

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Por Mônica Ballejo Canto*
 
Meu dia de escrever no Papo de Editor chegou! Recebi da Elisa Viali [coordenadora de comunicação digital] algumas ideias para pautar minha escrita, mas pensei, pensei e… cruzes! Ela quer minhas histórias antigas que já contei milhares de vezes, cheias de termos esquisitos que ninguém entende: retranca, fólio, composer, paica, etc.! Assim, em vez de voltar tanto ao passado, resolvi comentar uma experiência quase recente, que aconteceu em 2005.

Recebemos, diretoria e eu, os autores Mário e Diana Corso, para a entrega de um original [para os que não trabalham no meio editorial: original é o texto do livro conforme escrito pelos autores, ainda sem revisão, edição e diagramação]. Tratava-se de Fadas no divã. Todo o tempo da reunião o Mário tinha nas mãos um objeto estranho, que parecia um chaveiro. Eu tentava decifrar, mas era impossível. Nunca tinha visto aquilo. Conversamos muito sobre o novo projeto e, ao final do encontro, ele me entregou aquele objeto e disse que o arquivo do livro estava ali. Eu, com cara de quem sabia do que se tratava, comentei que iria copiar. Mas copiar como, se eu não tinha ideia do que era! (Ainda bem que ele havia enviado por e-mail e eu já tinha o arquivo guardado!). Desci e fui direto pedir ajuda “aos universitários”, nossos meninos da equipe de design. O Felipe Couto [hoje analista de novos negócios] olhou e me disse: “é um PEN DRIVE!”. Ele também nunca tinha visto um ao vivo. Ele e a Patrícia [coordenadora da equipe de design gráfico e digital] procuraram a entrada de USB (que eu também conheci naquela hora) e copiaram o arquivo. Voltei para a sala de reuniões, entreguei o objeto e disse que estava copiado. Todos nós conhecemos o pen drive naquele dia, e até hoje não contei para o Mário e para a Diana essa história!

A partir dessa segunda metade dos anos 2000, o mundo correu, correu, correu tanto que lá se foram as minhas histórias! No lugar, vieram os aplicativos, eBooks, iPad, iPod, Android, tablet… é tanta informação!  Engraçado é que, para produzir alguns aplicativos (ou seja lá o nome que se dá hoje), são usados códigos muito parecidos com os que eu conheci lá nos anos 1990 com o MS DOS (alguém ainda sabe o que é isso?). Ou seja: conhecimento adquirido nunca é ultrapassado.

Beijocas e até o próximo papo. Quem sabe eu ainda conto a história de uma empresa que faliu… o que foi a melhor coisa que aconteceu naquele momento, não é Letícia Bispo [gerente de Biociências e amiga da Mônica]?

*Mônica é editora sênior da área de Humanas do Grupo A.

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4 Comments

  1. Adorei, Mônica! Já estou na expectativa pelo próximo papo!
    A tecnologia transforma tudo muito rapidamente mesmo. Ainda ontem quando entrei na faculdade (hehe) redigia as minhas matérias em máquina de escrever! Pode isso?

  2. Adorei Monica! Sou co-adjuvante nessa historia e tenho o privilegio de ter aprendido sobre novas tecnologias e tantas outras coisas contigo ao longo desse anos! Como diz nosso slogan o "conhecimento tranforma" e temos melhorado continuamente com nosso trabalho e experiencias. Bem, esse é o lado bom da passagem do tempo, o ruim deixemos de lado, né? 🙂
    Adriane

  3. Mônica, obrigada por fazer nosso início de dia mais alegre… Esse post foi uma gostosura de ler 🙂
    Elisa, o blog tá lindo demais… Estive ausente e agora dei uma bisbilhotada rápida e vi que to perdendo posts maravilhosos! Vou me atualizar por aqui, prometo! 🙂

  4. Lendo o texto, lembrei-me de uma crônica do Juremir Machado da Silva em que ele dizia que havia muita gente entrando em academias de ginástica para fazer aulas de pendrive! rsrs

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