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Neurociência e educação: qual a relação entre eles?

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Atualmente, com os estudos sobre o funcionamento da mente humana, há uma grande discussão sobre a relação entre neurociência e educação. Apesar de ainda parecer complexa para muitas pessoas, a neurociência traz técnicas importantes que podem facilitar a aprendizagem dos alunos.

Hoje os educadores podem conduzir processos de ensinos mais eficientes, levando os estudantes à compreensão de diversos assuntos com mais rapidez e eficácia.

Na sequência, mostraremos como funciona o processo de aprendizagem no cérebro e por que neurociência e educação devem sempre andar juntas. Boa leitura!

Como ocorre o processo de aprendizado no cérebro?

Uma das maiores preocupações dos profissionais de educação é fazer com que os alunos realmente aprendam os conteúdos apresentados e sejam capazes de empregá-los no seu dia a dia. Atualmente, com a neurociência, é possível identificar como o cérebro se comporta diante de novas informações.

Segundo o neurocientista Eric Kandel, ganhador do Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia, “aprender significa criar memórias de longa duração”. Seguindo esse raciocínio, a aprendizagem ocorre quando o indivíduo consegue resgatar uma memória e aplicá-la durante a resolução de um problema.

Com base nos estudos pioneiros realizados pelo neurocientista Michael Merzenich, o cérebro foi organizado para mudar de acordo com as experiências vividas e pela forma como é usado. Ou seja, a aprendizagem modifica a estrutura física do cérebro — também chamada de plasticidade cerebral —, tornando-o mais funcional.

A relação entre neurociência e educação fica muito clara: o que um indivíduo aprende o afeta em nível celular e cria novos padrões de organização no cérebro.

Como a relação entre neurociência e educação pode melhorar o ensino?

Agora que você entendeu a relação da neurociência e educação e como a aprendizagem pode modificar o cérebro, vamos mostrar algumas técnicas que podem elevar a qualidade do ensino em sala de aula. Confira!

Memorização e repetição

A ativação de circuitos e sinapses nervosas acontece, em grande parte, por associação: um neurônio é ativado por outro, e assim sucessivamente. Quanto mais sinapses acontecerem, mais fortes e estáveis serão as conexões e mais fácil é a recuperação de uma memória.

É nesse ponto que neurociência e educação se relacionam, pois a memorização se dá pela repetição de informações ou, ainda melhor, pela associação com algum conhecimento já desenvolvido. Ou seja, trabalhar a repetição associada às emoções ou a um conhecimento prévio — especialmente os que despertem outros sentidos nos alunos — farão com que eles aprendam mais.

Contextualização

Um dos grandes problemas que dificultam o aprendizado é a explicação de matérias sem um contexto. Os professores devem saber passar o conteúdo de acordo com as vivências dos alunos, da idade e do local em que moram.

Faça a seguinte reflexão: de que adianta o estudante entender o conteúdo, mas não saber aplicá-lo no meio em que vive? O aprendizado por dinâmicas e experiências é relevante para que a fixação seja melhor.

Recompensa

O cérebro humano fica mais motivado quando é recompensado ou estimulado. Assim, os alunos tendem a se esforçar mais em aula se forem recompensados por isso.

Da mesma forma que não aprendemos a comer sem fome e a beber água sem sede, é mais difícil aprender sem motivação. Nosso cérebro tem um sistema dedicado à motivação e à recompensa.

Quando somos instigados por algo positivo, as regiões de centro de prazer liberam dopamina. Isso tende a gerar bem-estar, mais atenção e mais esforço para resolver ou conseguir aquilo que nos afetou.

Já tarefas muito difíceis tendem a desmotivar e frustrar o cérebro e não estimular o prazer do sistema de recompensa. Para contornar isso, você pode incentivar seus alunos com aulas mais interativas e ao ar livre, além de dinâmicas com músicas e jogos.

Neurociência e educação andam lado a lado, e os benefícios para os alunos são vários. Por isso, é fundamental que os educadores entendam a neurociência e o funcionamento cerebral para, assim, aprimorar suas práticas e promover uma educação cada vez melhor.

E então, gostou do artigo? Aproveite para se aprofundar ainda mais com o livro Neurociência e educação e entender, de fato, como o cérebro aprende!

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