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Metodologias ativas: o que são, quais as mais famosas e como aplicar

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Foto: Pexels

Metodologias ativas fazem parte de um conceito amplo, que pode englobar diferentes práticas em sala de aula. Em comum, todas têm o objetivo de fazer do aluno o protagonista de sua jornada educativa.

A ideia é estimular uma maior responsabilidade do estudante pela construção do próprio saber. Assim, ele se envolve no processo de aprendizado de maneira ativa, superando a ideia padrão de aulas expositivas e com pouca interação.

O que são metodologias ativas?

Primeiramente, existem várias abordagens que podem ser trabalhadas isoladamente ou em conjunto dentro de sala de aula. Aprendizagem baseada em problemas, em projetos, por pares, design thinking e sala de aula invertida são apenas alguns exemplos.

Em comum, o desafio de transformar o professor em uma espécie de companheiro da jornada do aluno – e não uma figura isolada e superior, detentora e repassador de conhecimento.

Seja em aulas 100% presenciais ou em modelos como o ensino a distância (EAD), as metodologias ativas refletem sobre as diferentes maneiras do processo de aprendizagem.

A ideia é proporcionar uma imersão em experiências prévias, permitindo que cada um reconheça as estratégias que melhor funcionam para si. A isso é dado o nome de metacognição, ação fundamental para a educação contemporânea.

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O papel do professor nessa metodologia é ser um mediador. Foto: Pexels

Conhecer a sua própria forma de pensar e aprender faz com que o estudante fique mais empoderado no ambiente escolar. Desde que o professor proponha um objetivo claro, aliado a uma proposta metodológica adequada, o discente terá condições de alcançá-lo ao seu próprio tempo.

Em resumo, isso reforça a importância do aluno, valoriza os saberes prévios para a construção da própria jornada educacional e identifica os recursos que melhor funcionam para si.

Práticas ativas na EAD

Mesmo que pareçam estar em lados opostos, tanto o aprendizado presencial quanto a EAD podem usar metodologias ativas. Inclusive, as práticas são ainda mais importantes na experiência de educação remota, já que o modelo exige grande autonomia e comprometimento dos alunos.

Fóruns de discussão, chats e tarefas em grupo são os métodos mais conhecidos na EAD. Naturalmente, essas abordagens têm características colaborativas, que surgem como solução para a distância física entre professores, alunos e colegas.

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A aprendizagem é ainda mais dinâmica com as tecnologias. Foto: Pexels

Essa interação digital abre caminho para uma aprendizagem mais dinâmica. Nela, o estudante precisa elaborar ideias e manifestar seus saberes publicamente, atuando ainda mais como protagonista de sua aprendizagem.

A educação a distância também está ajudando a acelerar mudanças na sala de aula tradicional. Há uma tendência já consolidada para modelos híbridos, nos quais o estudante tem atividades a distância, com vídeos e exercícios interativos, e encontros presenciais.

Leia também:
:: Ensino híbrido: o que é, como fazer, tendências | Guia definitivo

O movimento abre mais possibilidades para a figura do professor. Ele pode aproveitar os momentos com a turma para construir atividades mais ricas e centradas na individualidade dos alunos.

O desafio da EAD do futuro será implementar as metodologias ativas de modo homogêneo. Para isso, o foco deverá estar menos centrado nas tecnologias e mais nas competências e saberes de alunos e professores.

No aluno, deve-se preciso estimular a autonomia, a autodisciplina e a maturidade. Já do professor espera-se que atue como um arquiteto cognitivo, selecionando os melhores materiais e estratégias para cada momento da trilha de aprendizagem.

Tipos de metodologias ativas para usar em sala de aula

Em suma, modelos de educação tradicional têm no professor sua figura central. É ele quem detém todo o conhecimento. Trata-se da chamada “educação de bancada”, em que o docente determina sozinho o conteúdo de suas disciplinas, deixando aos alunos apenas a tarefa de absorver passivamente as informações.

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O foco do aluno é ser protagonista na sala de aula com as metodologias ativas. Foto: Pexels

Com as evoluções social, tecnológica e pedagógica do fim do século 20, o método tradicional ganhou novos contornos. Abriu-se espaço, então, à construção de novos modelos, mais centrados nas experiências e saberes prévios dos estudantes. É nesse cenário que surgem as metodologias ativas de ensino.

Confira cinco exemplos de metodologias ativas para aplicar em sala de aula.

Analise as diferentes abordagens e sinta-se à vontade para adaptá-las ao dia a dia de seus alunos.

1. Aprendizagem baseada em projetos (ABP)

A metodologia, também chamada de project-based learning (PBL), faz com que os alunos construam seus saberes de forma colaborativa, por meio da solução de desafios. Assim, o estudante precisa se esforçar para criar, explorar e testar as hipóteses a partir de sua própria vivência. Na prática, é comum o uso de recursos que vão além do livro didático.

O educador pode incluir tecnologias como vídeos ou fóruns digitais, além de propor atividades que envolvam elementos concretos – como cartazes e maquetes. A fim de desenvolver nos alunos um perfil investigativo e crítico diante das situações propostas.

O ponto principal é permitir que o estudante busque o saber por si mesmo. E não significa que o professor não deva estar presente: cabe a ele atuar como orientador de caminhos, dando feedbacks e mostrando erros e acertos ao longo do processo.

2. Aprendizagem baseada em problemas

Enquanto a ABP exige que os alunos coloquem a mão na massa, a aprendizagem baseada em problemas (ABP) é focada na parte teórica da resolução de casos. O método promove a interdisciplinaridade, um dos focos centrais da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Aqui se propõe a construção de conhecimento através de debates e júris, discutindo em grupo um problema. Na prática, o aluno estuda um determinado assunto antes da aula. Depois, traz suas dúvidas e dificuldades para o encontro com o professor e os colegas, debatendo sobre sua interpretação.

A metodologia quebra o paradigma de aula tradicional, com disciplinas curriculares distanciadas umas das outras. Assim, a participação de cada um se torna essencial, incentivando o trabalho em grupo e a comunicação entre saberes de diferentes áreas do currículo escolar.

3. Gamificação

Pode-se entender como gamificação a utilização de elementos como jogos e desafios em situações de sala de aula. A metodologia geralmente é utilizada para gerar maior engajamento, motivar a ação, promover a aprendizagem ou resolver problemas de modo criativo.

Dessa forma, o professor gamifica aspectos normais de sala de aula, como aprender sobre ligações químicas. De quebra, conquista-se um maior engajamento dos alunos.

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A resolução de problemas de forma criativa é o objetivo da gamificação. Foto: Pexels

Por mais simples pareça, a gamificação é uma excelente maneira de ajudar estudantes a perderem a resistência diante de temas complexos. Por meio de desafios individuais ou em grupo, é possível promover um maior engajamento em sala de aula.

Cabe ao professor desenvolver dinâmicas atrativas e inteligentes. Que sejam capazes de gerar o aprofundamento didático – e não só um momento de interação coletiva.

4. Sala de aula invertida

A sala de aula invertida, também chamada de flipped classroom, é uma metodologia ativa amplamente conhecida, derivada do ensino híbrido. Seu diferencial reside no uso da tecnologia – especialmente a internet, pois mistura a experiência digital e de sala de aula, potencializando o aprendizado.

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Logo, a sala de aula invertida funciona em dois momentos:

>> Online: antecede a aula em grupo. É onde o aluno estuda sozinho, aproveitando materiais da internet.

>> Presencial: é onde o aluno compartilha com o grupo sua compreensão do tema, trocando saberes com o professor e os colegas.

Para que a sala de aula invertida funcione, é preciso que os alunos apoiem a proposta, comprometendo-se com o desafio.

No novo cenário, o discente é amplamente responsável pela qualidade do ensino que irá receber. Já do educador espera-se um bom planejamento de aula, capaz de conectar de forma dinâmica e didática os conteúdos trazidos para a classe.

5. Aprendizagem entre pares

Conhecida também como instrução pelos colegas, a metodologia foi desenvolvida na década de 1990 na Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Com a finalidade de apoiar a aprendizagem durante aulas de Física, utilizando um aplicativo no qual os alunos, divididos em duplas, respondiam questões.

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Trabalhos em grupos e discussões ajudam na aprendizagem. Foto: Pexels

Promover o trabalho em duplas mostrou-se extremamente benéfico, tornando mais simples a forma como os conceitos eram explicados. Isso contribui tanto na formação do pensamento crítico, quanto na capacidade dos alunos de respeitarem opiniões divergentes.

Na aprendizagem em pares são utilizados os seguintes balizadores para mensurar a compreensão da turma sobre o tema:

>> apresentação das questões em sala de aula pelo professor, para que os alunos respondam em duplas;

>> possibilidade de o professor fazer esclarecimentos pontuais a partir dos questionamentos das duplas;

>> mapeamento das respostas dos alunos à referida questão utilizando o aplicativo;

>> decisão do professor, com base no resultado, entre:

  • em primeiro lugar, explicar a questão, reiniciar o processo de exposição dialogada e apresentar uma nova questão sobre um novo tópico (se mais de 70% da turma acertar a resposta);
  • reagrupar os alunos em pequenos grupos para que tentem explicar o tema uns aos outros (se o percentual de acertos estiver entre 30% e 70%);
  • por fim, optar por explicar oralmente novamente conceito (quando menos de 30% das respostas estiverem corretas).

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