Tecnologia Educacional

Laboratórios virtuais na educação: o que são, quais os benefícios e como utilizá-los

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laboratórios virtuais sendo utilizados na prática

Não é por acaso que os laboratórios virtuais se tornaram uma tendência em termos de soluções educacionais, independentemente da modalidade de ensino. Com os labs, os alunos acompanham e realizam experimentos em áreas como saúde e engenharia sem sair de casa.

No guia abaixo, vamos explicar o funcionamento dos laboratórios virtuais e como eles podem ser utilizados, proporcionando benefícios tanto para os alunos quanto para as IES. Por fim, apresentamos exemplos práticos da tecnologia.

O que você vai encontrar neste conteúdo:
1. O que são laboratórios virtuais?
2. Quais são os benefícios?
3. Como utilizar os laboratórios virtuais
4. Quais são os cursos que mais utilizam?
5. Onde a metodologia já faz a diferença

O que são laboratórios virtuais?

Primeiramente, os laboratórios virtuais são simuladores de um ambiente real que propiciam ao aluno executar experimentos em diversas áreas do conhecimento. Eles replicam com alto grau de fidelidade as práticas realizadas em um laboratório físico tradicional.

Isso inclui desde uma extrema precisão nas operações e medidas até possíveis erros e equívocos cometidos pelos alunos durante os procedimentos. Com a diferença de o ambiente ser controlado, sem riscos ou custos elevados.

Dessa maneira, um aluno EAD pode simular situações práticas a partir do conhecimento adquirido na teoria, por exemplo. É possível acessá-los de qualquer lugar, em qualquer horário. Basta ter em mãos um computador ou smartphone com acesso à internet.

As plataformas são desenvolvidas por uma equipe de Tecnologia da Informação (TI) em parceria com profissionais das disciplinas que estão sendo virtualizadas.

Mas são os professores que selecionam os experimentos que fazem sentido para as suas disciplinas –  para, em seguida, os laboratórios virtuais serem integrados ao ambiente virtual de aprendizagem (AVA ou LMS, na sigla em inglês).

Quais são os benefícios?

O diretor da Algetec, Vinícius Dias, explica que os laboratórios virtuais possuem benefícios tecnológicos, pedagógicos e de otimização dos recursos. São vantagens que incrementam o processo de aprendizado do aluno e proporcionam ganhos de eficiência para as IES.

Em primeiro lugar, por serem digitais e dinâmicos, eles estão alinhados à “linguagem” moderna com a qual os estudantes estão acostumados. Esse fator gera um engajamento maior nas atividades e facilita a absorção do conteúdo.

Do ponto de vista pedagógico, instituições que utilizam os laboratórios virtuais ressaltam a possibilidade de fazer os experimentos individualmente e repeti-los quantas vezes for necessário. Sem riscos ou necessidade de técnicos guiando o trabalho.

“Os laboratórios virtuais ainda melhoram a preparação para os procedimentos que devem ser realizados nas práticas em ambientes reais. Assim, os estudantes desenvolvem um trabalho mais ativo nas práticas, otimizando as aulas”, destaca Dias.

As plataformas também permitem uma otimização de recursos por parte da instituição. Afinal, há um ganho de eficiência no agendamento de aulas práticas em laboratórios reais. Além da diminuição dos custos na aquisição de materiais.

Por fim, a tecnologia está disponível em um ambiente virtual, contemplando a exigência, cada vez maior, por flexibilidade nos estudos. O acesso pode ser realizado sem sair de casa, a qualquer hora do dia.

Como utilizar os laboratórios virtuais

Para utilizar os laboratórios virtuais, em primeiro lugar é necessário definir previamente quais cursos irão se valer desses recursos. Também como será a integração pedagógica entre o virtual e o físico, entre outros pontos.

Empresas como a Algetec desenvolvem a tecnologia, apoiam a sua implementação no AVA da IES e ajudam a definir as suas estratégias de utilização. Isso passa por uma análise, em conjunto com os coordenadores, dos projetos pedagógicos dos cursos.

Como ressaltado anteriormente, os professores selecionam os experimentos que mais fazem sentido para a sua disciplina. A prática laboratorial fica, então, dentro da esteira de formação do aluno no AVA, como uma Unidade de Aprendizagem (UA).

Existe mesmo a possibilidade de substituir atividades práticas em ambientes virtuais? Depende das áreas do conhecimento em que a tecnologia está sendo aplicada e de quais competências o plano pedagógico pretende desenvolver.

De acordo com Vinícius Dias, da Algetec, os laboratórios virtuais suprem completamente os laboratórios físicos quando as práticas de ensino são de caráter conceitual. Por outro lado, quando existe a exigência de desenvolver habilidade manuais, eles devem ser utilizados como uma ferramenta de preparação prévia dos estudantes.

Quais são os cursos que mais utilizam?

Não existem limitações ao uso dos laboratórios virtuais. Eles podem ser aplicados em planos pedagógicos de todas as disciplinas e modalidades – presencial, EAD ou híbrido –, gerando uma nova experiência de aula.

Embora qualquer curso possa se valer dessas vantagens, naturalmente os laboratórios virtuais são mais utilizados em cursos das áreas de engenharia e saúde. Também podemos destacar a área de educação como tendência.

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Onde a metodologia já faz a diferença

Case Sumaré

Em agosto de 2019, a Faculdade Sumaré deu um passo à frente – tornando-se centro universitário. A partir disso, o novo Centro Universitário Sumaré agregou laboratórios virtuais para os novos cursos. A tecnologia, aliás, foi o que agilizou a oferta de matrículas na instituição.

Atualmente, os 70 alunos dos cursos de Arquitetura e Engenharia Civil, de Produção, Elétrica e Mecânica utilizam os laboratórios virtuais. Em breve, a novidade vai impactar também nos estudos de quase 700 estudantes da área da saúde.

Eles funcionam como uma Unidade de Aprendizagem (UA). Após uma UA teórica, onde aprende o conhecimento prévio para fazer um experimento, dentro da sua esteira de formação, os alunos obrigatoriamente passam para a prática laboratorial simulada.

Em alguns casos, a tecnologia chega a substituir os espaços físicos.

“O fato de ser feito por um computador não quer dizer que não é prática. É prática e pode se bastar como atividade para nortear o profissional naquilo que ele vai encontrar no mercado de trabalho”, explica Fernando Soria, vice-presidente da IES.

Ainda conforme Soria, os laboratórios virtuais desoneram os cursos e, por consequência, geram a possibilidade de ofertar mensalidades muito mais coerentes com as necessidades financeiras do público trabalhador.

“Mas o principal benefício é acadêmico. Ao invés de colocar vários alunos em torno de um aparelho, conduzido por um técnico e onde tudo acontece em uma fração de segundos, os laboratórios virtuais permitem reproduzir a tarefa tantas vezes quanto necessário, facilitando a absorção do conteúdo”, explica.

Case Unilavras

No Centro Universitário de Lavras (Unilavras), os laboratórios virtuais também entraram em operação recentemente, no primeiro semestre de 2020. Os principais beneficiados são os cursos de engenharia nas modalidades presencial e híbrida.

A professora Thais Martins Mendes está utilizando a plataforma na disciplina de Laboratório de Física II. Segundo a docente, a novidade foi muito bem recebida pelos alunos, que relatam três vantagens dos laboratórios virtuais:

  1. Permitem que cada aluno realize a prática individualmente;
  2. Em caso de não entendimento ou de discrepância nos valores obtidos em um experimento, é possível repeti-lo quantas vezes for necessário;
  3. O aluno pode refazer a prática quando e onde quiser, com o objetivo de estudar e relembrar o conteúdo.

“Além de complementar as atividades dos laboratórios físicos, agregando mais conhecimento, os laboratórios virtuais permitem novas abordagens das disciplinas. Isto dá uma motivação extra aos alunos”, comemora Mendes.

Em resumo, o ponto de vista da instituição mineira, a tecnologia gera economia e evita contratempos. Afinal, se um experimento não puder ser feito no laboratório físico por falta de materiais, por exemplo, o estudante pode realizar o trabalho virtualmente.

Natália Collor
Natália é Jornalista e atua na Inteligência de Mercado do Grupo A

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