Reflexões

La Belle et la Bête

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Quem disse que o melhor parceiro para um filme é a pipoca? Aqui no BlogA, a gente acredita que cinema combina mesmo é com livro. Na seção Leia & Assista, publicamos dicas de cinema e de leitura para você aproveitar o final de semana.

Nem Disney, nem Hollywood. A mais nova versão de A Bela e a Fera saiu da França para o mundo, ou, mais especificamente, para os cinemas. E, antes que você se pergunte o que os franceses querem com um conto de fadas, justo eles, tão acostumados ao cinema cult, saiba que originalmente a história se passa em território francês e foi escrita por Gabrielle-Suzanne Barbot. Talvez para respeitar suas origens, a versão do diretor Christophe Gans  seja muito mais fiel ao texto original do que outras que conhecemos, o que para os amantes de contos de fadas é interessante, especialmente para aqueles que só tiveram contato com os desenhos animados.


Bela e seus modelitos para lá de arrojados na França antiga
[FONTE: Divulgação]

Nessa super produção francesa, com efeitos que fariam Hollywood morrer de inveja, conhecemos uma Bela diferente e também uma outra Fera. Uma Bela que na verdade já foi rica, mas que era humilde de espírito, ao contrário do resto da sua numerosa família. Além do pai, haviam duas irmãs inconvenientes e três irmãos, dois deles bastante esbanjadores. O mesmo acontece com a Fera, que antes de conhecer Bela e se transformar em um monstro, já havia amado outra mulher – sim, pasmem –, mas a perdeu por culpa de uma obsessão. O príncipe, não satisfeito em ser dono de todo o seu reino, queria ter absolutamente tudo o que desejasse, e para isso foi capaz de quebrar uma importante promessa.

Em se tratando de uma das fábulas mais populares do mundo e de um desenho animado igualmente famoso, fica complicado não comparar a versão com humanos ao filme da Disney. No longa que traz Vincent Cassel  no papel da Fera e Léa Seydoux no papel de Bela não há móveis e utensílios de cozinha com vida, nem números musicais, mas cachorros beagles transformados em criaturas de olhos gigantes e meio azulados. Inicialmente, são meio assustadores, mas com o passar do tempo, nos acostumamos com eles. O lado bom de ser um filme com pessoas reais é que o castelo da Fera parece ainda mais deslumbrante. O mesmo acontece com os vestidos de Bela, verdadeiras peças de alta costura.

Para contar a história da Bela e a Fera e da vida pregressa do príncipe que se transformou em monstro, o filme se aproveita dos longos sonhos da protagonista. É enquanto ela dorme que descobrimos a origem daquela maldição. Não fica bem claro, porém, como Bela se apaixona pela Fera: se é pela sua compaixão com aqueles que ela ama ou se rolou algum tipo de amor à terceira vista, mas fato é que, como na maioria dos contos de fadas, eles também acabam se acertando.


Vincent Cassel dá vida a Fera, tanto na forma mosntro como na forma humana
[FONTE: Divulgação]

O final é um pouco diferente da versão animada, mas nem por isso deixa a desejar. A versão certamente vale a ida ao cinema, senão pela nova, mas velha, versão da história, pela produção francesa e pelas paisagens geladas. E, fiquem tranquilos, o “e foram felizes para sempre” esta garantido.  

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