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Jornada Regional do Semesp discute captação de alunos e panorama educacional

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Foto: Semesp/Divulgação

Na última quarta-feira, 11, foi realizada em Campinas mais uma Jornada Regional do Semesp. O momento promoveu discussões pertinentes sobre Ensino Superior. Entre elas, pautas sobre dados mercadológicos e um panorama nacional sobre as mudanças na educação.

O evento contou com a presença de gestores de Instituições de Ensino Superior e empresas voltadas para o setor.

Destaques da Jornada Regional de Campinas

Panorama educacional no Brasil

O Grupo A foi representado pelo Diretor Comercial, Bruno Weiblen e Jordana Dorneles Barcelos, Consultora de Negócios. Entre as principais discussões do evento, foram abordados insights e análises de dados mercadológicos do cenário de educação superior da região de campinas, apresentados por Rodrigo Capelato, Diretor Executivo do SEMESP.

Primeiramente, Capelato mostrou o panorama do ensino superior a partir de índices de crescimento do EAD e da queda do ensino presencial. Ele trouxe, para a Jornada Regional, perspectivas sobre o cenário de disputa que as Instituições enfrentam neste contexto. Por exemplo, em relação ao preço, que acaba ficando cada vez mais baixo pela competição. Essa tendência dificulta o pagamento de professores, de investimento em conteúdo e acaba prejudicando a qualidade do produto final.

O Diretor do SEMESP reforça a importância do EAD, contudo, faz ressalvas sobre como o recurso é utilizado. Além de ressaltar que não se pode aplicar, no Brasil, o EAD como recurso para baixar custo na instituição, mas sim para agregar valor. Ele ainda destacou os cursos que tem maior oferta de mercado: Direito, Administração e Psicologia.

Captação de alunos

Outro foco da fala de Capelato, durante a Jornada Regional, foi a captação de alunos. Os dados trazidos partem do princípio de que existem muitos jovens de 18 a 24 anos disponíveis no mercado brasileiro educacional. Por outro lado, a captação de alunos não é eficaz durante os dois semestres do ano. A tendência é que a captação no meio do ano seja mais difícil, enquanto a do começo de semestre se mostre usualmente mais efetiva. Isto porque vários fatores preocupam o aluno, como o ENEM e o Prouni. Além da necessidade de descobrir se passou em instituição federal, por exemplo, para, então, tomar a decisão de em qual instituição privada ingressar.

O Rodrigo Capelato também comentou sobre mudanças no calendário acadêmico. Principalmente sobre a coragem de fazer estas mudanças neste sistema pensando no comportamento do aluno. Por exemplo, não começar mais as aulas em fevereiro e sim a partir de março e abril, que é quando o aluno vai ser de fato captado porque já tem retornos sobre ENEM e de vestibulares.

Estratégia da FHO

Outro ponto discutido no evento foi a partir da palestra de Francisco Elíseo Fernandes Sanches. Ele trouxe o processo de Planejamento Estratégico da Fundação Hermínio Ometto (FHO), que foi desenhado com base na análise de Dados Mercadológicos.

Os processos de planejamento estratégico têm sua premissa na sustentabilidade. Foi ressaltado o quanto é necessário um núcleo de gestão acadêmica para combater evasão. De acordo com Francisco, é necessário ter uma mínima estrutura para utilizar os dados, ter mapeamento e segmentar o mercado. Essas práticas têm o intuito de ter noção do que pode ser feito e garantir que alguns planos e processos dentro da IES sejam realmente realizados. Atividades planejadas e divididas em tópicos propiciam mais organização e, consequentemente, mais resultados e eficiência.

Melhor experiência para alunos

Gabrielle Ferreira Fernandes, Sócia Diretora da Hai Consultoria e Varejo, falou sobre serviços diversificados nas IES. Ela abordou como esses serviços podem melhorar a experiência dos alunos.

Gabrielle citou a melhoria do ambiente, como, inclusive, o da praça de alimentação de uma IES. Deixar o aluno o mais confortável possível na IES faz com que ele tenha uma melhor experiência. O resultado é um faturamento melhor para a IES e maior satisfação dos alunos.

Mudanças para o Direito

Por fim, se falou sobre o andamento e evolução de portarias para o curso de Direito. Assim como sobre os efeitos delas para o mercado educacional. Quer saber mais sobre o assunto? Gustavo Hoffmann comentou em um conteúdo exclusivo sobre as principais tramitações no MEC a respeito das portarias.

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