Reflexões

Jerry Maguire e a ética da vida

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Quem disse que o melhor parceiro para um filme é a pipoca? Aqui no BlogA, a gente acredita que cinema combina mesmo é com livro. Na seção Leia & Assista, publicamos dicas de cinema e de leitura para você aproveitar o final de semana.

Um dos grandes objetivos do Leia & Assista é sugerir livros que tenham relação com histórias contadas no cinema e vice-versa. Ou seja, temas tratados por títulos do GrupoA que também são abordados pela sétima arte. A Ética, especialmente no negócios, como no livro de Andrew W. Ghillyer, parece um assunto que passa longe das telonas, mas a verdade é que está tão presente na vida das pessoas, que é impossível ser ignorada por qualquer uma das artes, inclusive a cinematográfica. Um dos grandes clássicos dos anos 1990, responsável por revelar e iluminar ainda mais talentos como Tom Cruise, Cuba Gooding Jr e Renée Zellweger, fala de ética nos negócios e até nos relacionamentos de uma forma divertida. Estamos falando de Jerry Maguire: A Grande Virada.


Tom Cruise é Jerry Maguire, o agente desportivo que sem querer querendo muda sua vida
FONTE: Divulgação

Com roteiro e direção de Cameron Crowe, autor de outros sucessos como Vanilla Sky, Quase Famosos e Tudo Acontece em Elizabethtown, Jerry Maguire conta o momento da grande virada de um agente desportivo. Logo no início do filme, somos apresentados a um profissional de primeiro escalão, que negocia com grandes atletas de futebol americano e que tem uma vida perfeita, ou quase isso. Uma noiva bonita em casa, bastante dinheiro na conta e sucesso na profissão. Como os atletas que representa, Maguire só está interessado nos montantes que pode ganhar negociando seus passes e contratos milionários de publicidade. Tudo vai bem até que o filho de um jogador que frequentemente vai parar no hospital o faz pensar diferente: afinal, vale deixar toda a ética de fora do jogo para sair com o troféu, no caso, o dinheiro, em mãos?

É o começo do fim. Tocado pelo filho que se mostra preocupado com seu pai, que quer continuar jogando quando deveria parar, Maguire escreve um memorando (lembre-se, estamos falando de um filme de 1996, esse tipo de documento ainda era bastante usado) e distribui para todos os seus colegas. O ousado documento falando de como os agentes deveriam se preocupar mais com seus assessorados e ter menos clientes para dar mais atenção a eles soa promissor. E até é promissor a, longo prazo, para Maguire, mas, em um primeiro momento, vai colocá-lo em uma verdadeira crise de identidade. Um dos únicos frutos positivos desse manifesto pela ética nos negócios é Doroty, vivida por Renée, e seu filho, o indiscutívelmente fofo Ray, personagem de Jonathan Lipnicki, que mais tarde protagonizou O pequeno Stuart Little 1 e 2.


Ray e Doroty: uma criança e uma mãe solteira, companheiros de primeira classe
FONTE: Divulgação

Além da jovem contadora e mãe solteira, restará ao lado de Jerry um de seus últimos clientes: Rod Tidwell, personagem de Cuba Gooding Jr, um jogador de futebol americano em fim de carreira que está insatisfeito com seus atuais contratos e aposta em Maguire. É da interação entre o agente desportivo e seu atleta que começa a grande virada do protagonista que, mesmo a trancos e barrancos, consegue colocar em prática a ética que defendia em seu memorando. É com Rod que Maguire irá aprender que não basta mostrar o dinheiro, expressão que ajudou a transformar o filme em um clássico, é preciso encontrar o kwan para ser feliz. O kwan não é algo fácil de achar, e para descobrir o que é, só mesmo vendo o filme. A palavra é uma invenção do jogador de futebol e resume bem o que muitos procuram na vida, pessoal e profissional, mas nem sempre conseguem encontrar. Ficou curioso, né? Então corre para assistir. Nunca é tarde para ver ou rever um clássico. 🙂

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