Ciência curiosa

Impressora 3D na medicina: confira os avanços dessa tecnologia

0

A tecnologia de impressão 3D foi criada em 1984 por Chuck Hull e tinha como principal função a produção de peças industriais. A popularização desse modelo beneficiou diversos setores da sociedade, inclusive a área da saúde. A impressora 3D na medicina tem sido um grande avanço científico.

O uso dessa tecnologia nos centros de pesquisas e hospitais possibilita mais precisão na análise de exames e diagnósticos, impressão de próteses personalizadas, identificação de tumores e, até mesmo, a criação de órgãos a partir de células do próprio paciente, diminuindo as taxas de rejeição.

Quer conhecer outros benefícios da impressora 3D na medicina? Continue lendo nosso artigo e confira!

Reparação de crânio

A impressora 3D na medicina possibilita a criação de próteses muito mais baratas, que se adaptam à necessidade de cada paciente. A partir de exames especializados, como a ressonância magnética e tomografias, é possível descobrir as dimensões exatas da estrutura óssea e enviá-las para impressão.

Um exemplo disso é a formação de próteses para crânios. Há pouco tempo, médicos brasileiros usaram a impressora 3D para restaurar o crânio de um paciente. A impressão levou trinta horas para ficar pronta e o custo do material foi de R$ 45. Se processos como esse se tornarem comuns no futuro, será possível oferecer próteses muito mais eficientes para diversos tipos de tratamentos.

Exames e diagnósticos

Os exames de imagem são indispensáveis para que o médico chegue ao diagnóstico correto. Contudo, nem os aparelhos mais avançados conseguem fornecer tanta informação, especialmente se tratando de defeitos anatômicos ou tumores — o exame oferece uma imagem em 2D e o médico precisa visualizar essa anatomia.

Isso abre espaço para abordagens erradas e complicações. A impressora 3D na medicina auxilia na criação de réplicas de órgãos e estruturas em tamanho real. Com isso, é possível analisar por vários ângulos e identificar lesões ou defeitos que os exames não mostram com precisão.

Transplantes de órgãos

A dificuldade em encontrar um doador compatível e a possibilidade de rejeição do corpo podem atrapalhar o sucesso de um transplante de órgãos. Entretanto, essa realidade pode mudar com a impressora 3D na medicina.

Parece improvável, mas a impressão de órgãos é uma realidade que pode fazer parte de um futuro próximo. O processo consiste em misturar células-tronco vivas com um fragmento do órgão a ser feito e os colocar na impressora. A partir disso, as células se reproduzem, reconstruindo biologicamente um tecido, e ganham a forma do órgão desejado.

A ideia é que, no futuro, as impressoras possam imprimir órgãos funcionais e, assim, acabar com a necessidade de doações, já que qualquer tecido poderá ser criado com a base genética de cada pessoa.

Impressão de pele

Pessoas que passam por processos de queimaduras ou doenças de pele precisam retirar tecidos epiteliais de outras partes do corpo para compensar a área lesionada. Com a impressora 3D na medicina é possível replicar essas células e criar uma pele.

Para isso, são usados materiais biológicos, como o colágeno e as células da própria pele, além da fibrina, que acelera a cicatrização. Essa tecnologia também é uma alternativa ao teste de produtos em animais. Isso mostra a importância desse tipo de pesquisa.

Substituição de tecidos

Como vimos, imprimir tecidos como a pele já é uma realidade. Todavia, pesquisadores da Itália deram um salto ao publicar um artigo sobre a bioimpressão de tecidos cardíacos vascularizados. As células cardíacas em humanos têm uma capacidade muito limitada de regeneração, em resposta à lesão.

A bioimpressão pode ser o caminho para o desenvolvimento de tecidos complexos funcionais e auxiliar no tratamento de doenças, como insuficiência cardíaca. Esse tipo de impressão ainda está em fases iniciais, mas, é inegável, que o futuro é muito promissor.

O uso da impressora 3D na medicina nos leva para um futuro em que a tecnologia pode revolucionar a área médica. A longo prazo, as impressoras podem reduzir custos de tratamentos, dar mais independência a equipes médicas e de pesquisadores, além de abrir um leque de opções que, hoje, são limitadas, como os transplantes de órgãos.

Gostou deste post? Então curta nossa página no Facebook e ative as notificações para receber as novidades em primeira mão!

You may also like

Comments

Leave a reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.