Evasão

Como evitar a evasão de alunos no ensino superior

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Alunos estudando em sala de aula
Foto: Shutterstock

A evasão de alunos no ensino superior é uma preocupação latente das instituições brasileiras. O fenômeno ocorre por diversos fatores, como dificuldade para bancar o valor das mensalidades, mas existem outros.

Para resolver o problema, as IES podem adotar estratégias como a identificação das carências por meio do uso de big data. E o desenvolvimento de um ambiente virtual interativo.

E desafios não faltam nesse sentido. Na modalidade EAD, por exemplo, apesar do índice histórico de 2 milhões de alunos alcançado em 2018 – por meio de um crescimento de 17% –, a modalidade ainda apresenta a maior porcentagem de evasão. É de 62,2% contra 55,6% do ensino presencial.

Motivos da evasão de alunos

A maior taxa de evasão ocorre no primeiro ano das graduações. É o período em que os estudantes podem descobrir que não se identificam com o curso escolhido. Assim, considerando a transferência ou a realização de um novo vestibular.

O abandono nos cursos presenciais e EAD, tanto na rede pública quanto na rede privada, também é justificado pela falta de assistência estudantil. Além da dificuldade de conciliar o estudo com o trabalho.

Entre os jovens de 19 a 24 anos que estudam, o percentual dos que trabalham subiu de 45,4% em 2016 para 48,3% em 2019. Dessa maneira, somando 2,6 milhões de estudantes com dupla jornada, de acordo com a consultoria IDados.

Formas de combater a evasão de alunos

Estudos mostram que a reputação e a proximidade da IES com a residência do estudante são fatores considerados na escolha de curso ou faculdade.

Preço

Mas o principal fator de escolha ainda é o valor da mensalidade. Ou seja, a oferta de cursos com preços acessíveis acaba ajudando tanto na atração como na retenção de alunos, que precisam manter sua estabilidade financeira durante os semestres.

Engajamento

Quando o objetivo é evitar a perda de discentes, outra estratégia essencial é garantir o engajamento nas aulas e atividades. Principalmente em cursos a distância, que exigem disciplina e  comprometimento. A tecnologia pode ajudar – e muito.

Big data

O uso de big data (extração e análise de grandes quantidades de dados) deve ser o primeiro passo. A iniciativa permite conhecer o comportamento do aluno e identificar suas carências. Isto a partir de notas, tempo que leva para realizar tarefas e frequência de acesso ao ambiente virtual de aprendizagem (AVA ou LMS, na sigla em inglês).

Ambiente virtual de aprendizagem

Os AVAs facilitam o processo de aprendizagem e evitam a evasão quando oferecem conteúdos interativos, fóruns de discussão e aulas ao vivo, além de exercícios lúdicos, animações e gamificação.

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Acessibilidade

As IES devem cuidar para implementar estratégias adequadas a alunos com deficiências. Nesses casos, os ambientes virtuais podem contar com recursos de acessibilidade. Como, por exemplo, aumento da letra, audiotexto, podcasts e vídeos em libras e com legendas.

Metodologias ativas e tecnologia

Nas aulas presenciais, as metodologias ativas de aprendizagem são úteis na garantia de engajamento, assim como o uso de recursos de realidade aumentada e virtual e laboratórios virtuais.

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Natália Collor
Natália é Jornalista e atua como Assistente de Marketing no Grupo A

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