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Entenda como funciona a memória

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Você já parou por alguns instantes e percebeu que esqueceu o que estava fazendo? O esquecimento é algo muito comum na nossa rotina, pois estamos constantemente imersos em um fluxo intenso de informações. A cada segundo, somos bombardeados por propagandas na internet e informações nas redes sociais, mas precisamos manter a rotina de trabalho e estudo em dia. Isso tudo acaba atrapalhando o bom funcionamento da sua memória.

Mas, afinal, como funciona a memória e o que pode ser feito para aprimorá-la? Existem diversas técnicas que auxiliam na retenção de novas informações e evitam o esquecimento de dados recentes e antigos. Neste artigo, nós explicamos o que é esse fenômeno da natureza e como você pode utilizá-lo ao seu favor. Confira!

O que é a memória?

A memória é fundamental para registrar os erros e acertos que a nossa espécie teve desde os primórdios da sua existência. Portanto, é justamente essa faculdade cognitiva que permite o aprendizado, essencial para a nossa evolução.

Então, o que caracteriza uma memória? Ela nada mais é do que uma lembrança de algo que aconteceu na sua experiência. Em outras palavras, a memória é única e referente a sua história de vida, ainda que possa ser compartilhada com outras pessoas que viveram a mesma situação que você — como em aniversários e outros eventos.

Acontece que esse fenômeno biopsicossocial é caracterizado de diversas formas, já que existem diferentes tipos de memória. Por exemplo, a lembrança recente em relação ao que você comeu no café da manhã do não é a mesma da que remonta uma lembrança do que ocorreu há cinco anos atrás.

Para ajudar você a compreender o que é cada uma delas, separamos as três categorias de memórias a seguir. Acompanhe!

Memória sensorial

Como o próprio nome aponta, esse modelo de lembrança se refere às informações que surgem a partir dos sentidos, ou seja, da visão, audição, tato, olfato e paladar. Vamos pensar em um exemplo para facilitar? Imagine que você sentiu o cheiro de um bolo de chocolate e automaticamente pensou: parece que estou sentindo o cheiro do bolo que a minha avó faz.

Esse pensamento que surgiu no instante em que você sentiu o aroma do doce foi acionado por meio da memória sensorial. Então, é ela que representa as memórias visuais, auditivas, táteis, olfativas e gustativas, amplamente utilizadas nos processos de aprendizagem.

Memória de curta duração

Enquanto a memória sensorial é conhecida por ser acionada automaticamente, a memória de curta duração leva um certo tempo para voltar à consciência. Isso porque ela se refere aos acontecimentos banais do dia a dia, como escovar os dentes e tomar banho, e são descartadas caso não se tornem lembranças significativas.

Por exemplo, você provavelmente se lembra quantas vezes escovou os dentes no dia de hoje, mas, se parar para refletir sobre semana passada ou até mesmo no dia anterior, dificilmente identificará a quantidade, certo? Afinal, essa ação não é necessariamente significativa — a não ser que você a associe com um outro evento, como receber uma boa notícia ou cortar os lábios.

Memória de longa duração

Para concluir, não poderíamos falar da memória de longa duração. Ao contrário das anteriores, essa é a lembrança mais complexa que temos em nosso sistema, já que ela ultrapassou os dois primeiros tipos. Como você deve imaginar, a recordação de longa duração diz respeito aos momentos marcantes de nossa vida, guardados de forma cronológica na consciência.

Para que ela seja formada, o cérebro precisa fazer a transição entre a memória de curta duração para a de longo prazo. Isso faz com que seja possível utilizá-las no momento atual, seja para aprender um novo conteúdo ou para desempenhar uma função diferente no trabalho. Assim, todas elas são classificadas em três modalidades:

  • memória semântica: quando uma lembrança de longo prazo serve como conceitos e significados para explicar vivências atuais;
  • memória processual: quando a recordação de longa duração se torna ações automáticas, como falar, andar, digitar no computador e dirigir;
  • memórias episódicas ou esporádicas: quando um acontecimento marcante fica guardado na consciência, como uma grande festa ou viagem.

Como ela é armazenada?

Quando falamos em memória, sempre surge uma dúvida relacionada ao seu armazenamento, não é mesmo? De fato, não existe um estudo neurocientífico comprovando a veracidade da formação das lembranças, isso provoca consequências sérias para quem sofre com a falta de memorização, como o Alzheimer. Afinal, sem saber como uma recordação surge, fica mais difícil compreender as formas de combater o seu esquecimento.

No entanto, isso não quer dizer que não existam hipóteses que ofereçam tratamentos qualificados para quem tem essa patologia. Como você já deve imaginar, a memória é uma função cognitiva que compõe nosso sistema nervoso central por meio de sinapses nervosas que, por sua vez, precisam de proteína para funcionarem corretamente.

Nesse sentido, estima-se que o armazenamento de memórias está relacionado com as regiões do cérebro que utilizam proteínas para sintetizar as sinapses, como é o caso do lobo temporal medial, hipocampo, córtex frontal, campo estriado, neocortex, amígdala e cerebelo.

Quais são os inimigos da memorização?

No início deste artigo comentamos que é muito comum sentir lapsos de memória, você se lembra? Isso pode acontecer por diversos motivos, desde a falta de concentração até o início de uma patologia, sobretudo quando o esquecimento é frequente. Afinal, o seu processo de fixação está diretamente relacionado com o nosso estado biopsicossocial.

É por isso que podemos afirmar que as ações simples, como escovar os dentes, não compõem nossas memórias de longa duração, pois elas não foram associadas a fatos marcantes. Nesse sentido, a formação de qualquer lembrança tem relação direta aos nossos pensamentos, ações, sentimentos e funções cognitivas.

A seguir, listamos os principais inimigos da memorização para você evitá-los no dia a dia:

  • desuso da informação aprendida;
  • falta de interesse pessoal em relação ao assunto, como estudar uma matéria complexa;
  • dificuldade de concentração;
  • altos níveis de ansiedade e estresse;
  • acesso constante a informações em um curto espaço de tempo.

Existem curiosidades sobre ela?

Para concluir o nosso artigo, queremos compartilhar com você algumas curiosidades sobre a memória que podem fazer a diferença no seu dia a dia. Afinal, elas podem estimulá-lo a desenvolver um estilo de vida saudável para formar boas memórias e não sofrer com esquecimentos repentinos. Confira:

  • fatos marcantes ficam guardados em função da memória de longo prazo;
  • a memória sensorial começa a funcionar antes mesmo do nascimento;
  • o excesso de açúcar pode causar falhas na memória, por dificultar a produção de proteínas sinápticas;
  • a má qualidade de sono dificulta a retenção de novas informações. A transformação da memória de médio para longo prazo ocorre enquanto você está dormindo, já que o cérebro precisa de proteínas que não serão utilizadas para mantê-lo acordado;
  • a imaginação e a criatividade estimulam a formação de memórias por ativarem diferentes áreas do cérebro;
  • os lapsos de memória são comuns quando você teve acesso a muita informação em um curto espaço de tempo.

Entender como funciona a memória e o que ela é não precisa ser um desafio. Afinal, essa função cognitiva estimula a lembrança de acontecimentos bons e ruins, assim como recorda sensações e promove uma vida mais saudável ao permitir comportamentos automáticos. Além disso, ela é uma excelente ferramenta de estudo e garante uma melhora considerável no seu rendimento quando estimulada da forma certa.

Agora que você já conhece como funciona a memória, aproveite para continuar a sua leitura e aprofundar seus conhecimentos com nossos livros sobre o tema!

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