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Coronavírus no Brasil: como melhorar a relação do EaD na sua IES

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coronavírus no Brasil
Foto: Shutterstock

Nas últimas semanas o assunto de maior recorrência foi a oferta da EaD como uma alternativa possível e segura para seguir os estudos em época de coronavírus no Brasil.

Quanto a recursos tecnológicos entendo que estamos bem assessorados. A maioria das IES já possuem AVAs, bibliotecas digitais, conteúdo próprio ou adquirido de empresas focadas em tecnologias educacionais.

Socialmente também já percebemos movimentos importantes de várias empresas, a SAGAH por exemplo, está oferecendo acesso gratuito da sua base de conteúdo (mais de 15 mil aulas) durante o próximo mês para todas as suas IES parceiras.

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Ou seja, de três elementos fundamentais da educação, dois deles já vencemos. Isto, pois temos recursos tecnológicos e estamos socialmente engajados para nos apoiar, uns aos outros. Mas e o terceiro elemento, qual seria?

A efetivação da aprendizagem! Neste contexto entendo o conteúdo como um balizador fundamental para aproximar professores e alunos. O ensino híbrido ou 100% EaD serão coadjuvantes se os principais atores, professores e alunos, não souberem aprender e ensinar relacionando os três elementos acima mencionados.

Por isso, vale lembrar alguns pontos importantes para que esta relação seja duradoura e significativa em tempos de coronavírus no Brasil.

Pensando no papel do professor, lembre-se:

  • AVA não é repositório de conteúdo, o mesmo processo de curadoria realizado para aulas presenciais, não deve ser reproduzido para a modalidade a distância.
  • É necessário criar uma trilha de aprendizagem com recursos didáticos que fazem sentido para a aprendizagem 100% EaD.
  • Retome seu plano de ensino, relacione a ementa com os seus objetivos de aprendizagem e competências.
  • Acrescente a seleção de objetos de aprendizagem para atender o atual momento.
  • Se prepare para este período. Leia mais sobre EaD, livros como “Recomendação pedagógica em educação a distância” e “Modelos pedagógicos em educação a distância” de Patricia Behar podem contribuir e elucidar algumas práticas.

Pensando no papel do aluno, lembre-se:

  • É necessária uma mudança de comportamento, de passivo para ativo.
  • Tudo o que o professor falaria em uma aula presencial precisa estar didaticamente estratificado em objetos de aprendizagem.
  • O aluno precisa consumir conteúdo em diferentes formatos para que tenhamos maior segurança de que estaremos atendendo todos os perfis de alunos.
  • A aplicabilidade do conteúdo precisa estar ainda mais explicita. Por isso, casos, desafios, situações problemas são fundamentais para que o aluno consiga fazer a relação da teoria com a prática.
  • Precisamos pensar em canais e recursos dentro do AVA que proporcione a interação destes alunos. Além de permitir tirar dúvidas. Tais como, fóruns, chats, web conferências.

Se estamos todos preparados para este momento, realmente é uma pergunta ainda sem resposta. Contudo, temos todas as ferramentas que podem contribuir para que a relação entre professores e alunos habituados apenas com a experiência presencial, se complemente ainda mais na EaD.

Talvez tenhamos que enfrentar algumas resistências durante a pandemia, de ambos os lados. Porém, o momento de coronavírus no Brasil, embora difícil e obrigatório, é uma ótima oportunidade para a quebra de preconceitos.

Acolhimento e ambientação de professores

Como último ponto de reflexão sugiro que todos organizem em seus AVAs um espaço de acolhimento e ambientação. Que ele tenha foco na docência para acolher todos os professores, que terão de se adaptar de maneira muito rápida a modalidade EaD.

Sugiro a disciplina disponível na SAGAH chamada “Metodologias para a aprendizagem ativa”. E para os alunos a disciplina “Introdução a educação a distância”. O acesso a este conteúdo não deve ser obrigatórias, mas demonstra a preocupação e o cuidado das IES com este momento.

Por fim, reforçando a relação dos três elementos discutidos neste post, quero citar o que o autor Gerd Leonhard nos anunciou em 2017. Foi em seu livro “Tecnologia versus Humanidade: o confronto futuro entre a máquina e o homem”. Eu enxergo ainda mais próximo este momento em tempos de coronavírus no Brasil:

“Temos de estar prontos para a Singularidade: abertos, mas críticos; científicos, mas humanistas; aventureiros e curiosos, mas cautelosos; e empreendedores, mas munidos de um espírito coletivo”

Daiana Rocha
Doutoranda em Ciência da Informação pela Universidade Fernando Pessoa (Porto - Portugal), Mestre em Educação pela ULBRA (2014), Especialista em Gestão Educacional pela PUC-RS (2011) e Pedagoga pela ULBRA (2009). Gerente de Produção de Conteúdo para a EAD no Grupo A Educação - Unidade de Negócios SAGAH e professora universitária a nível de pós-graduação.

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