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Chef: fome de felicidade e sonho

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Quem disse que o melhor parceiro para um filme é a pipoca? Aqui no BlogA, a gente acredita que cinema combina mesmo é com livro. Na seção Leia & Assista, publicamos dicas de cinema e de leitura para você aproveitar o final de semana.

O despretensioso filme Chef é uma mistura de comédia familiar com relato de superação que promete agradar a espectadores de todas as idades. Como o nome já diz, o longa conta a história de um chef de cozinha que, de um dia para o outro, se vê sem emprego nem dinheiro para abrir seu próprio negócio. A saída que acaba sendo empurrada por sua ex-esposa (vivida por Sofia Vergara) é trabalhar em um carrinho de lanches cubanos, no qual ele terá de aprender a gerenciar seu restaurante.


A rede social Twitter se transforma em importante personagem ao longo da trama
[FONTE: What she said

Anos antes, Carl Casper (Jon Favreau) havia sido um jovem prodígio na carreira, mas, dez anos depois de assumir o cargo mais alto em um restaurante de luxo, ele está se repetindo e caindo na rotina. Quando tenta inovar nas receitas, o dono do estabelecimento o proíbe e, depois de um crítico de gastronomia reclamar da monotonia do menu, Carl surta criando tamanho rebuliço no Twitter com frases ofensivas que não lhe restam muitas opções além de se demitir do restaurante. Em busca de emprego, ele acaba encontrando apoio na ex-esposa e no filho pequeno (em surpreendente atuação de Emjay Anthony).

É nesse ponto que a história se transforma quase em uma parábola sobre o valor da família. Afastado do filho desde o divórcio por causa de seus compromissos de trabalhos, Carl finalmente se reconecta com o menino em uma viagem a Miami. É na cidade da costa leste norte-americana que o chef ganha o trailer de comida e, com muita ajuda do filho e das novas tecnologias, transforma-o em um grande sucesso empresarial. Aproximando-se até de um road movie, a narrativa coloca pai, filho e um amigo chef em uma viagem pelos Estados Unidos que restabelece os vínculos afetivos e ainda ensina o jovem Percy a cozinhar.


A alegria em se fazer o que se gosta
[FONTE: Entertainment Weekly

Nesse processo de superação – os lanches cubanos se transformam em um estrondoso sucesso rapidamente – a história é toda uma ode ao sonho de seguir sua paixão. Diversas vezes, Carl grita sua alegria a todo pulmão: ele ainda não está rico, nem famoso, mas está feliz. Sua empolgação é contagiante, e mesmo o espectador mais blasé vai se ver torcendo por ele e sua nova empreitada. Afinal, quem nunca se pergunta se está realizando seus sonhos na vida?


Scarlett em um papel pouco marcante, mas que deve agradar ao público masculino
[FONTE: Contact Music

O filme parece um projeto pessoal de Jon Favreau que, além de ocupar o papel principal do elenco, atuou como produtor, diretor e roteirista. Não bastasse tanto, nas cenas de cozinha, ele fez questão de aprender as técnicas de um verdadeiro profissional (o americano de origem coreana e chef celebridade Roy Choi) para elaborar os pratos sozinhos. Nada mais apropriado, para um filme que fala sobre seguir suas paixões, ter sua origem na paixão de seu realizador.

Depois que os créditos sobem, ao som de um excelente blues de Nova Orleans (um dos cenários da fase pé na estrada dos personagens), saímos da sala de cinema pensando sobre o perigo de parar no tempo. A vida vai correndo, os anos passam sem novidade e você nem vê que ficou estagnado. O que fazer? Mudar tudo, valorizar o que importa e, quem sabe, reconquistar o amor perdido pela vida é a resposta que nos dá o filme Chef.

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