Sobre livros

Celso Gutfriend lança o livro ‘Crônica dos afetos’

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Celso Gutfreind, escritor e médico, acaba de lançar o livro Crônica dos afetos. Uma obra que fala das emoções, sentimento e da psicanálise, que está inserida em todos esses sentidos. A publicação aborda de forma poética um tema tão denso e delicado, com texto solto e rico em narrativas do cotidiano. O autor destaca que apesar do tom menos formal, a obra trata da psicanálise na vida, na infância, no desenvolvimento e nas situações do dia a dia. Com este diferencial, Gutfreind acredita que o livro atingirá novos públicos como educadores, pais, além de psicólogos, psicanalistas e profissionais da saúde mental.

Crônica dos afetos traz a prática antes da teoria. Assim na vida, assim na psicanálise. Dividido em seis partes, trata de algumas situações concretas, vividas – partindo da prática e da clínica. Segundo ele, esta é a melhor forma de refletir tudo que se faz, pelas vivencias na clínica, como pai e mãe ou educador. Após, Gutfreind aprofunda essa reflexão do ‘como eu estou fazendo’. O autor também dedica uma parte da obra ao narcisismo, que é fator crucial no trabalho da psicanálise.

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Qual foi o maior desafio ao escrever o livro e tratar de assuntos tão densos de forma poética? 

O maior desafio foi justo este, contido na pergunta. Foi abordar um conteúdo em geral tão duramente tratado, como a psicanálise, de uma forma leve, lírica, cotidiana. De certa forma, a opção pelo gênero crônica ajudou um bocado. E, também, a psicanálise que é, no fundo, na teoria e na prática, muito próxima do dia a dia e da vida.

Na publicação você abordou o cotidiano e as emoções. Como é seu processo criativo?

Foi um lento e longo processo. Fui juntando as crônicas, ou seja, os textos que tratavam das emoções no cotidiano. Depois, criei uma estrutura, composta por seis eixos principais. Faltavam textos em cada um deles e fui sem pressa, com a ajuda de algum ócio e muita paciência, esperando os novos. Apesar da prosa, foi um processo mais próximo da poesia, por não ter sido forçado e ter uma primeira versão muito espontânea. Depois, claro, muito trabalho em cada frase, garimpando, garimpando a língua até ela chegar próxima do que eu senti.

Qual seria o maior legado do livro para o público em geral e para o público da área da saúde?

Não sei se haveria um maior legado. Acho que o livro se abriu, por ser literário, a múltiplos legados possíveis e cada um lerá o seu. Posso contar o meu, que é surpreender o quanto a área da saúde está próxima da expressão e, portanto, da arte, no caso a literatura. Ou seja, o meu legado é também juntar o público em geral com o da área da saúde, com todos precisando dizer, expressar, representar para ter alegria ou saúde.

Sobre o autor

Celso Gutfreind – Escritor e médico. Tem diversos prêmios, entre os quais se destacam Açorianos 93 e Livro do Ano da Associação Gaúcha de Escritores em 2002, 2007, 2011, 2012 e 2014. Foi finalista do Prêmio Jabuti 2011 e escritor convidado do Clube de Escritores Ledig House, em Omi (Estados Unidos), em 1996. Como médico, tem especialização em psiquiatria e em psiquiatria infantil. É mestre e doutor em psicologia, estudos realizados na Universidade Paris 13. Realizou pós-doutorado em psiquiatria da infância na Universidade Paris 6. É psicanalista de adultos e crianças pela Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre. Atualmente é professor convidado nos cursos de Psicologia da Unisinos e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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