Sobre livros

Bem-vindo a Neverland!

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Quem nunca ficou deprimido ao terminar um livro? Nós nos tornamos amigos dos personagens, conhecemos suas casas, os lugares que frequentam, sabemos até o que pensam! A leitura às vezes nos absorve de tal forma que passamos a viver também naquele mundo que encontramos nas entrelinhas – o livro é capaz de nos levar a milhares de lugares todos os dias.

Depois de algumas horas ou semanas vivendo no mundo do outro, frequentando a padaria onde ele toma café todas as manhãs, ou a floresta onde fez uma descoberta importante, ficamos tão familiarizados com os locais citados que parece que já estivemos lá de verdade.

Se você, leitor assíduo, já sonhou em frequentar Camelot, dar uma passadinha no País das Maravilhas ou tomar o chá das cinco no número 221b da Baker Street, existe um aplicativo feito com o objetivo de dar asas ainda mais poderosas à sua imaginação. Ele se chama Imaginaria.

Imaginaria permite que os leitores façam check-in em seus lugares literários preferidos, esquecendo-se do detalhe de que eles existem apenas nas páginas dos livros. A dinâmica é a mesma do Foursquare: você faz check-in quando “chega” ao local e compartilha com os amigos nas redes sociais – com a diferença que os lugares “frequentados” estão no universo da imaginação.

Que tal fazer um check-in em Hogwarts?

O aplicativo foi desenvolvido pela Livraria da Vila e, por isso, também é possível fazer check-in em diversos destinos nacionais, como o Rio de Janeiro do século XIX. Também é permitido trocar informações e dicas sobre os lugares “visitados”. O app é gratuito e pode ser usado em iPhone, iPod Touch e iPad, mas o usuário precisa ter instalado a versão 5.0 do IOS.

Mas afinal, qual o motivo desse aplicativo incentivar a imaginação de tanta gente? Por que gostamos tanto de ler? De onde vem essa nossa facilidade de “entrar” numa história? Se você quer entender melhor esse nosso comportamento tão delicioso, uma dica é a obra de Stanislas Dehaene, Os Neurônios da Leitura, que ganhou o prêmio de melhor livro científico do ano segundo o jornal The Washington Post, e aborda, entre outros temas, a capacidade extraordinária que o cérebro tem de se adaptar.

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