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Como criar aula EAD acessível para pessoas com deficiência visual e auditiva

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Foto: Shutterstock

Entre os 8 milhões de alunos do ensino superior, cerca de 20 mil têm algum nível de deficiência auditiva ou visual, segundo o Censo da Educação Superior de 2017, divulgado pelo Inep. Por isso, ter aula EAD acessível é fundamental nos tempos atuais

Não apenas acolhê-los, mas incluí-los e desenvolvê-los profissionalmente é uma das grandes missões das instituições de ensino superior. A acessibilidade do conteúdo, aliás, é um dos critérios do instrumento de avaliação do MEC. Isso dá ainda mais relevância aos processos de inclusão.

Primeiramente, atentando a essas pontos, a IES garante o direito à educação desse público e diminui os riscos de evasão. Nesse cenário, boas práticas e uma aula EAD acessível pode ser muito bem-vinda. “O desafio é unir os recursos tecnológicos em uma única ferramenta que contemple todas as necessidades dos alunos com deficiência”, pondera a gerente de produção de conteúdo da Sagah, Daiana Rocha.

Apoio das tecnologias assistivas

O fato de respeitar o ritmo de aprendizagem individual já é uma vantagem intrínseca da EAD em termos de acessibilidade. Além disso, a modalidade proporciona uma interação maior com as novas tecnologias, contribui para o desenvolvimento da autonomia e supera barreiras de deslocamento dos centros urbanos.

Uma aula acessível para pessoas com deficiência visual e auditiva depende de plataformas preparadas para atender suas necessidades. “Na Sagah, pesquisamos e testamos vários tipos de tecnologias diferentes que pudessem ser integradas a nossa metodologia para proporcionar uma experiência completa de aprendizagem”, explica Daiana.

Hoje, 80% das mais de 5 mil unidades de aprendizagem (UAs) da Sagah são acessíveis. Isso graças ao Hand Talk, por exemplo. Trata-se de uma ferramenta de acessibilidade que funciona como um intérprete virtual. O tradutor é o Hugo, um personagem virtual que traduz todo o conteúdo em áudio, texto, ou vídeo para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Descubra o que são as Unidades de Aprendizagem

As pessoas com deficiência visual contam com a ajuda do Jaws, um software que lê as informações dispostas na tela, seja um tablet, smartphone ou desktop. O sistema ainda utiliza um sintetizador de voz para reconhecer comandos executados pelo usuário. Ambos os recursos são embutidos no conteúdo EAD, o que facilita a sua gestão pelas IES.

Outras tecnologias assistivas ajudam a aumentar a acessibilidade na educação a distância. Em resumo, estamos falando desde softwares como o Monet, que cria desenhos que podem ser impressos em Braille, e o Dirce, que toca áudio de livros no padrão Daisy, até um simples programa de dicionário de Libras.

Boas práticas para aula EAD acessível

Além dos recursos tecnológicos, é importante que a IES inclua algumas boas práticas de apoio aos alunos com deficiência visual e auditiva. Entre elas, promover uma formação continuada de professores e tutores e investir em uma equipe multidisciplinar para atender a diversidade.

E, claro, por fim, nunca esquecer de dar atenção constante às demandas desses estudantes. “A Sagah está levantando informações junto aos usuários das nossas soluções para recolher suas percepções. Além de nos apoiar em melhorias que precisamos implementar para tornar ainda mais acessível nosso conteúdo”, revela Daiana.

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Natália Collor
Natália é Jornalista e atua na Inteligência de Mercado do Grupo A

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