Ciência curiosa

Você sabe o que é regulação emocional e como se aplica a pacientes?

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No dia a dia, é normal todos passarem por situações estressantes. Pode ser uma discussão com parentes ou colegas, ficar preso no trânsito, atrasar-se para um compromisso ou mesmo a rotina acelerada que somos submetidos. Assim, esses momentos podem fazer os sentimentos irem às alturas.

A maioria das pessoas tendem a esquecer rapidamente essas situações desagradáveis, não deixando que elas dominem o estado emocional. Mas nem todos se dão muito bem nesse ponto! Infelizmente, não é tão raro que algumas pessoas comecem a gritar, xingar e até partir para a violência. Tudo isso por causa das emoções.

Para lidar com isso, é muito importante saber como exercitar a regulação emocional. Felizmente, várias modalidades terapêuticas trabalham justamente esse aspecto com os pacientes, ajudando-os a lidar com as emoções de forma mais equilibrada.

Neste post explicaremos o que é a regulação emocional e como ela pode ser aplicada à terapia cognitiva. Confira!

O que é regulação emocional?

Trata-se da capacidade de identificar, entender e modular as reações emocionais. Dessa forma, a pessoa evita uma resposta impulsiva a uma situação que poderia ser facilmente resolvida com diálogo e calma. Não se trata de uma supressão das emoções, mas de um novo entendimento sobre como reagir a elas.

O que acontece quando alguém não consegue regular-se emocionalmente?

diversos exemplos do que acontece quando alguém não tem regulação emocional. É o caso de uma pessoa que, após um evento banal (perder um ônibus, por exemplo), cai aos prantos ou tem um acesso de fúria. Ainda que seja extrema, essa hipótese ilustra de forma clara a ausência de regulação emocional em um indivíduo.

Naturalmente, isso também causa problemas para a pessoa que passa por esse acesso emocional. Segundo pesquisas da Association for Psychological Science, não saber regular-se emocionalmente afeta todas as relações, tanto as pessoais quanto as profissionais.

Inclusive, um quadro grave pode gerar reações violentas, levando alguém a ferir a si mesmo ou a outra pessoa, ainda que sem intenção. Por outro lado, acessos de tristeza podem progredir a um estado de melancolia ou até mesmo depressão.

Como a regulação emocional pode ser aplicada à terapia cognitiva?

Por meio da terapia cognitiva, o paciente pode desenvolver a habilidade de regulação emocional e melhorar sua qualidade de vida. Veja nos próximos tópicos como isso pode ser feito!

Racionalizar as emoções

Uma das perguntas que os terapeutas fazem aos pacientes é “por que você se sente assim?”. Logo em seguida, pede que o próprio paciente se faça essa pergunta sempre que tiver alguma reação emocional intensa. Isso ajuda a racionalizar e controlar a emoção (raiva, tristeza etc.) que ele não consegue controlar.

Outra estratégia que pode ajudar o paciente a racionalizar as emoções é anotar diariamente como ele se sente e quais situações o levaram àquelas emoções. Assim, ele mantém um registro de suas emoções e pode acessá-lo para entender melhor como e por que reage de forma desproporcional a um evento do cotidiano.

Explorar outras formas práticas e emocionais para reagir

Em muitos casos, o problema não é a pessoa sentir fortes emoções, mas permitir ser controlada por ela ou transformar esse sentimento em uma atitude extremamente negativa. Parte do trabalho realizado durante a terapia é redirecionar essa ação, fazendo com que a resposta a uma situação de estresse seja mais saudável e menos extrema.

Essas são apenas algumas das aplicações possíveis da regulação emocional no processo terapêutico. Os passos específicos e ferramentas utilizadas podem variar de acordo com a preferência do profissional e a especificidade do caso.

Quer aprender mais sobre o uso desse conceito na terapia? Então, conheça o Kit Regulação Emocional em Psicoterapia e Terapia Cognitiva Focada em Esquemas. É um excelente material para orientar o processo junto a quem sofre desse problema.

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