Por trás da educação

Postado por @adim em 28/abr/2016 - Sem Comentários

O livro Psicologia da educação reúne grandes autores, que analisam as teorias mais significativas que compreendem essa área do conhecimento. A obra é o resultado de uma compilação de pesquisas e estudos a respeito do impacto das tecnologias e da comunicação no meio educacional. Os textos foram selecionados para compor uma obra única e fundamental para a disciplina, tanto alunos, quanto docentes.

Dividido em cinco capítulos, o livro aborda a educação e aprendizagem no século XXI, destacando as novas ferramentas, novos cenários e novas finalidades; a teoria bioecológica do desenvolvimento humano; Piaget e Vygotsky; ciclos de vida, aprendizagem e a inteligências como um espectro de competências.

Escrito de forma clara, acessível e didática, a obra destaca, logo no seu primeiro capítulo, a importância de entender e valorizar o impacto educacional das tecnologias da informação e da comunicação (TICs). Os autores destacam, com suas visões construtivas, que o impacto das TICs na educação é um aspecto particular de um fenômeno muito mais amplo, relacionado com o papel dessas tecnologias na sociedade atual.

Adaptabilidade, mobilidade e cooperação são três conceitos apontados no livro, que se repetem permanentemente na literatura e que apontam para um horizonte bastante provável. Os autores deixam no ar a reflexão de que não existe dúvida de que a interação entre os agentes educacionais e a internet está modificando de maneira significativa a finalidade da educação neste começo do século XXI.

Psicologia da Educação

Psicodiagnóstico :: Coleção avaliação psicológica

Postado por @adim em 26/abr/2016 - Sem Comentários

O livro Psicodiagnóstico surgiu do interesse e da necessidade de produzir uma obra atualizada, já que o desenvolvimento da área vem sendo significativo, tornando clara a necessidade de uma obra complexa. Este é o segundo livro da Coleção Avaliação Psicológica, iniciada com o Psicometria, que traz a base da avaliação psicológica. “Lançamos, agora, Psicodiagnóstico, que será uma contribuição substancial para estudantes e profissionais, com vários capítulos que analisam, descrevem e apresentam seu histórico e sua conceituação, diferentes modelos, conhecimentos teóricos e técnicos para sua realização, bem como questões éticas que podem surgir no processo”, adianta Claudio Hutz, um dos organizadores da obra. A seguir, será publicado Avaliação da inteligência e da personalidade.

O papel da entrevista também é abordado com exatidão permitindo o entendimento mais claro do que é uma entrevista psicológica no psicodiagnóstico e quais os objetivos das entrevistas de anamnese e lúdica. Outros tópicos tratados envolvem o exame do estado mental, as implicações da psicofarmacologia no psicodiagnóstico, o genograma, a questão da integração dos dados coletados e a devolução de informações.

O professor Hutz, destaca que o livro é uma obra extraordinária e de grande relevância para os profissionais da área.

– Seus capítulos descrevem, discutem e exemplificam como realizar diagnósticos psicológicos dos mais variados tipos. Os autores são especialistas em cada tipo de psicodiagnóstico descrito. Será um livro extremamente útil para profissionais na área, professores, pesquisadores e estudantes de todos os níveis, completa.

O livro traz ainda questões do psicodiagnóstico envolvendo inteligência e personalidade, além de um capítulo dedicado as especificidades do psicodiagnóstico nas alterações psicológicas como transtorno do espectro autista, TDAH, alterações do humor, ansiedade, psicoses, abuso de substâncias, alterações neurocognitivas.

– A leitura desta obra traz uma série de reflexões e questionamentos mesmo para profissionais experientes. Fica clara, por exemplo, carência de métodos, técnicas e instrumentos para o psicodiagóstico com crianças e idosos, e a necessidade de mais pesquisas. Fica também claro que a área se desenvolve aceleradamente, hoje não sendo mais possível ser especialista em psicodiagnóstico, finaliza.

Esperamos que este livro possa contribuir para a formação e para a prática profissional qualificada em avaliação psicológica. Bom leitura!

Terapia cognitiva focada em esquemas

Postado por @adim em 16/out/2015 - Sem Comentários

O psicólogo Ricardo Wainer apresenta o livro Terapia cognitiva focada em esquemas, resultado da experiência de profissionais brasileiros especialistas em terapia cognitiva focada em esquemas – um modelo de tratamento baseado em evidências. Segundo o especialista na área, a terapia focada em esquemas se baseia em estruturas que armazenam crenças, verdades absolutas sobre si mesmo, o mundo, os outros, o futuro, regras de relacionamento com o ambiente e estratégias. O método é indicado para dificuldades de relacionamento no trabalho, entre amigos, na família ou conjugais.

A obra é dividida em três seções – fundamentos básicos da terapia do esquema, inovações técnicas e focos de intervenção –, e se aprofunda na teoria e na aplicação da abordagem da terapia. Segundo Wainer, o livro é um guia minucioso para a conceitualização e o manejo de uma variedade de populações que são um desafio ao tratamento. É um recurso completo para estudantes e profissionais, apresentando a fundamentação teórica e o passo a passo da utilização das técnicas, além de exemplos clínicos de psicoterapia em terapia do esquema.

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Como funciona a abordagem?

A Terapia do Esquema (TE) é uma modalidade avançada de Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) desenvolvida para tratar transtornos mentais mais refratários e/ou que não respondem satisfatoriamente à abordagem tradicional. Tem sua principal utilização para transtornos da personalidade, como transtorno de personalidade borderline, narcisista, obsessivo-compulsiva e antissocial, bem como para padrões rígidos e disfuncionais na forma de lidar com as situações interpessoais da vida. A abordagem enfoca um nível mais profundo de cognição, os Esquemas Iniciais Desadaptativos (EIDs), e busca isso por meio da ativação emocional intensa de memórias mais remotas dos pacientes.

O que modifica na clínica essa abordagem?

Embora a estruturação da terapia e das sessões seja a mesma da TCC tradicional, na Terapia do Esquema além da ênfase ser no trabalho com os EIDs, o terapeuta também necessita fazer constantes ativações emocionais no paciente, pois são estas que permitem a identificação das memórias remotas associadas com os padrões de enfrentamento desadaptativos que afetam a qualidade de vida do indivíduo. A relação terapêutica tem uma importância crucial nesta abordagem, pois o trabalho terapêutico busca suprir necessidades emocionais básicas não atendidas adequadamente ao longo do desenvolvimento infantil e adolescente. Realizada por meio de duas relevantes ferramentas terapêuticas: a Reparentalização Limitada e a Confrontação Empática.

A TE é indicada para que perfil de paciente?

A TE tem uma de suas principais indicações para os transtornos de personalidade. Estes, por sua vez, são historicamente considerados transtornos muito difíceis, seja pelas altas taxas de abandono de tratamentos, seja por se constituírem em casos naturalmente refratários. Embora sejam pacientes complexos e, por vezes, difíceis de relacionamento terapêutico, pacientes com transtorno de personalidade borderline, narcisista e antissociais tem tido resultados muito sólidos. Em termos de limitações da TE, ela não é indicada para pacientes psicóticos, em situação de crise ou com recursos cognitivos limitados. Também não se justifica sua utilização com pacientes com quadros depressivos ou de ansiedade onde ainda não se utilizou a TCC tradicional. Isso porque a TCC tem alta eficácia nestes casos, não justificando o uso de uma terapia com maior carga emocional.

Como a Terapia do Esquema trabalha as bases familiares?

Dentro de suas bases teóricas, a TE demonstra como os estilos educacionais e afetivos dos pais e outros cuidadores (irmãos, amigos, professores etc) são cruciais no desenvolvimento saudável ou patológico da personalidade. Neste sentido, a TE dá grande destaque ao cuidado que a família deve ter em cada uma das etapas cronológicas do desenvolvimento infantil e adolescente (chamados Domínios Esquemáticos), fornecendo as necessidades emocionais básicas de cada um destes períodos. Assim sendo, a TE demonstra como o ser humano tem vulnerabilidades para o desenvolvimento de problemas emocionais e comportamentais específicos conforme a etapa do ciclo vital por que esteja passando. Em termos práticos, este conhecimento gera uma base de conhecimentos que permite um trabalho de prevenção primária com pais e famílias, no sentido de ensinar a estes quais os cuidados fundamentais no manejo com as crianças para que estas tenham um melhor e mais saudável desenvolvimento.

Qual foi o capitulo mais difícil de escrever?

Acredito que o capítulo sobre o desenvolvimento da personalidade e suas tarefas evolutivas tenham sido complexo em sua confecção em virtude da limitação de artigos específicos a respeito e por ser um material realmente inédito. A ênfase na maioria dos textos de TE versa sobre o patológico e, neste capítulo, tentou-se mostrar o desenvolvimento tanto na perspectiva normal quanto patológica.