Educação e aprendizagem ativa

Postado por @adim em 29/mar/2016 - Sem Comentários

Na aprendizagem ativa, o aluno deve ser o protagonista do seu próprio aprendizado. Para que isso se concretize na sala de aula, é preciso que o professor tenha uma compreensão clara dos diferentes métodos de ensino que podem ser utilizados para a criação de um ambiente de aprendizagem eficaz.

Segundo a autora, Anitra Vickery, durante muitos anos o currículo dos anos iniciais esteve focado na aprendizagem passiva – onde a criança era vista como um recipiente vazio que precisava ser preenchido com conhecimentos por meio de uma abordagem didática. Com o passar dos anos este pensamento e abordagem vem sendo substituída pela aprendizagem ativa.

Desta forma o livro Aprendizagem ativa nos anos iniciais do Ensino Fundamental busca ser um guia prático para professores em sala de aula e reúne pesquisas e estudos de caso que inspirarão educadores a criar e a explorar estratégias e filosofias para desenvolver sua própria abordagem de ensino.

Conforme Anitra, o aluno deve ser o protagonista do seu próprio aprendizado, e para que isso se concretize na sala de aula, é importante que o professor tenha uma compreensão clara dos diferentes métodos de ensino que podem ser utilizados para a criação de um ambiente de aprendizagem eficaz.

Na publicação os educadores encontraram as diferentes maneiras de desenvolver seus alunos através de programas concebidos especificamente e seja qual for a abordagem, o objetivo final será sempre permitir que crianças participem ativamente no pensamento e na aprendizagem de alta qualidade.

Boa leitura!

Aprendizagem Ativa_1

Neurologia e aprendizagem

Postado por @adim em 17/nov/2015 - Sem Comentários

Com o objetivo de investigar as funções neurológicas envolvidas no processo de aprendizagem, os especialistas Newra Rotta, César Augusto Bridi Filho e Fabiane de Souza Bridi elaboraram o livro Neurologia e aprendizagem. A obra une relatos de profissionais de áreas como neurologia, psicologia, psicopedagogia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e fisioterapia, para realizar uma abordagem multidisciplinar acerca da educação e as funções neurológicas nela envolvidas.

A legislação brasileira prevê que crianças com deficiência sejam incluídas nas salas de aula regulares. Para que isso aconteça de forma bem-sucedida, Newra avalia que o ideal é que haja um professor auxiliar voltado para este estudante. “A criança com necessidades especiais deve ser avaliada em seus progressos e não comparada com a turma”, afirma. Confiram a entrevista esclusiva com o autor.

O livro aborda o assunto a partir de uma perspectiva multidisciplinar. Qual a importância do diálogo entre as diversas áreas para se lidar com essas questões? 

Aprender é um ato que envolve inúmeras funções neurológicas, como atenção, memória e emoção, entre outras. Portanto, seu estudo é multidisciplinar, do qual fazem parte várias técnicas em diferentes combinações, não só na avaliação, como na proposta terapêutica: neurologista, psicólogo, psiquiatra, fonoaudiólogo, psicopedagoga, terapeuta ocupacional,  psicomotricista, entre outros.

Nesse quesito, os transtornos de aprendizagem podem ser resolvidos?

Transtorno de aprendizagem não é uma situação que ocorre a partir de uma única etiologia. Resolver completamente o problema depende da causa, e nos remete para situações com abordagens diferentes e prognósticos diferentes.

De que forma as escolas podem trabalhar para incluir melhor estudantes com variados transtornos neurológicos?

É da maior importância o trabalho de inclusão escolar, uma vez que as crianças com Transtorno do Desenvolvimento podem e devem frequentar a escola com crianças da mesma idade, devem frequentar classe pequena, com duas professoras, uma titular e uma auxiliar,  esta que possa atender a criança em suas dificuldades  e facilitar sua interação com os colegas.  A criança com necessidades especiais deve ser avaliada em seus progressos e não comparada com a turma.

No caso do autismo, qual a importância de um diagnóstico precoce? 

Hoje está claro que quanto mais precoce é o Diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA), maior é a plasticidade cerebral da criança e melhores são as possibilidades prognósticas.

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