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O biquíni que chocou Paris

Mas era tão pequenino o biquíni
Que Ana Maria sentiu-se mal

Quem diria que um pedaço tão pequeno de algodão seria capaz de provocar uma revolução bombástica? Há exatos 65 anos, no auge do inverno brasileiro, um engenheiro mecânico moderninho ouriçou os cabelos de todas as damas moralistas da França. Ao lançar um maiô em duas peças diminuto, que deixava ver – ó, safadeza! – o umbigo da modelo, o francês Louis Réard conquistou um lugar de destaque na história da moda mundial.

Prevendo o efeito devastador da sua criação, Réard batizou-a em alusão ao atol de Bikini, local na ilha no Pacífico onde os norte-americanos haviam realizado testes atômicos. A ideia do designer, no entanto, nada tinha de inédito. Pouco tempo antes, outro estilista francês – Jacques Heim – já havia lançado o átomo: “o menor traje de banho do mundo”, segundo seu idealizador. Como bom polemista, Réard imitou o colega e fez melhor menor. E ainda vendeu sua veste como “menor que o menor traje de banho do mundo”.

Difícil foi encontrar quem tivesse coragem de vestir roupa tão minúscula. Depois de receber recusas de diversas modelos, Réard encontrou na stripper Micheline Bernadini a musa ideal. Desenvolta, a garota desfilou com prazer e elegância o pequenino biquíni na Piscine Molitor, uma piscina pública de Paris. Para desespero dos conservadores de então, [ai, ai, ai, ai] ficou sensacional!


Micheline Bernardini e o biquíni que chocou Paris.

Saiba mais sobre a história da moda no livro O que é design de moda?, de Matharu, e Fundamentos de Design de Moda, de Sorger e Udale.

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