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Leia & Assista: efeitos colaterais do risco

Quem disse que o melhor parceiro para um filme é a pipoca? Aqui no BlogA, a gente acredita que cinema combina mesmo é com livro. Na seção Leia & Assista, publicamos dicas de cinema e de leitura para você aproveitar o final de semana.

Tão eclético quanto Steven Soderbergh é seu novo filme em cartaz nos cinemas Terapia de Risco (SideEffects, 2013). De um diretor cuja filmografia vai desde Sexo, Mentiras e Videotape, com o qual ganhou a Palma de Ouro do Festival de Cannes de 1989, Che (aquele com Benício del Toro), Erin Brockovich (interpretada por Julia Roberts) até a franquia de Onze Homens e um SegredoDoze Homens e Outro Segredo e Treze Homens e um Novo Segredo – podemos esperar uma história que fala tanto de depressão, bipolaridade, indústria farmacêutica, quanto de amor, sexo, capitalismo e mercado financeiro.


Rooney Mara em mais uma atuação impressionante
Fonte: Audio Rushes

Bem à moda Soderbergh, Terapia de Risco tem tantas reviravoltas que o filme que parecia ser sobre um assunto de saúde pública como insanidade, de doenças tão contemporâneas quanto a crise financeira que o mundo atravessa, especialmente Estados Unidos e Europa, termina falando de especulação e citando até as teorias conspiratórias do 11 de setembro. Logo no início do filme, em uma conversa com a chefe, Emily Taylor intriga o espectador ao dizer que “para muitas pessoas, usar informação privilegiada em ações é o mesmo que assassinato. Apenas deixamos de existir”.


Terapia de Risco diz muito menos que o título original, Efeitos Colaterais em português
Fonte: No White Noise

No elenco, estão os preferidos de Soderbergh: Channing Tatum como Martin Taylor, o marido de Emily que sai da prisão e se depara com a mulher abatida, Catherine Zeta-Jones como Dr. Victoria Siebert, ex-psiquiatra de Emily, e também Jude Law, como Dr. Jonathan Banks, psiquiatra que começa a tratar Emily, interpretada brilhantemente por Rooney Mara, de Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres.

O clima de outono-inverno da cidade de Nova Iorque, as menções à Londres, nominais ou por meio do sotaque de Jude Law, atreladas a uma trilha sonora ansiosa, cujo volume sobe e desce dependendo da cena – mas que está sempre ali – cria a “neblina venenosa” que a personagem tanto diz sentir quando está deprimida e que o medicamento de nome fictício Ablixa dissipa.


Emily Taylor e as lágrimas que caem fácil, o nariz que fica vermelho rápido
Fonte: For a few movies more

Como outros filmes de Steven Soderbergh, esse também faz uma crítica ao capitalismo, e à forma como depressão, fármacos, dinheiro, ganância, amor e vinganças se inserem neste contexto. Se você não gosta de filmes cheios de reviravoltas e críticas variadas disparadas, vale dizer ainda que Terapia de Risco é um bom thriller psicológico e que pode ser o último filme de Soderbergh para o cinema segundo palavras do próprio diretor.

Depressão, como se sabe, não é um assunto fácil – menos ainda de ser retratado no cinema! Mas se você quer saber mais sobre o assunto, pode começar com o livro Depressão, da Coleção Teoria e Clínica – disponível em e-book – e ainda Depressão, Do Neurônio ao Funcionamento Social, que inclusive fala do impacto econômico e o custo social da depressão (também disponível em e-book). 

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