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Inspiração da semana

Inspiração #60: Colando e montando arte

Você conhece as origens da colagem? Ela é uma técnica bem antiga e demorou a ganhar seu devido reconhecimento no curso da história. Foi somente com os artistas do chamado Cubismo, no início do século XX – em especial com Pablo Picasso e Georges Braque –, que a colagem atingiu status de arte. Na nossa inspiração de hoje, mostramos alguns artistas incríveis que provam como o talento é fundamental para transformar uma técnica em arte não basta só querer.

#1 Pablo Picasso (1881– 1973)
O artista espanhol era um pintor, escultor, ceramista, gravurista e designer, que, além de tudo, foi um dos pioneiros da colagem no meio artístico. Em 1921, ele realizou sua primeira colagem, depois de já ter absorvido referências gregas, ibéricas e africanas e até iniciado o Cubismo! Confira só o resultado de tudo que Picasso juntava na tela (desde pedaços de jornais, papéis e tecidos a embalagens de cigarros):


Bottle of Vieux Marc, Glass, Guitar and Newspaper (Garrafa de Vinho Marc, Copo, Guitarra e Jornal)
Fonte: Hella Heaven

#2 Hannah Höch (1889 – 1978)
Reconhecida como a primeira mulher a utilizar a técnica da colagem com fotos – ou fotomontagem –, Hannah Höch foi uma artista alemã ligada ao dadaísmo. Seu tema mais recorrente era o conflito ou a justaposição entre a mulher moderna, que começava a surgir, e a mulher colonial.  Para quem gosta de refletir as representações femininas e os papeis de gênero na sociedade, vale a pena conhecer o trabalho de Hannah mais a fundo! 


The Beautiful Girl (A Bela Garota)
Fonte: Whuffling

#3 Max Ernst (1891 – 1976)
Ex-soldado da Primeira Guerra Mundial, Max Ernst pintou e transformou em arte (por meio de diferentes técnicas, inclusive a colagem) seus maiores sonhos e pesadelos bélicos. Max fez parte dos movimentos Surrealismo e Dadaísmo – o fato de ser um alemão naturalizado norte-americano e francês é outro exemplo de como ele era um homem múltiplo! Em 1919, inspirado pelo pintor grego DeChirico e pelos seus estudos, por correspondência, de catálogos e manuais técnicos, Ernst produziu suas primeiras colagens: técnica que viria a dominar suas buscas artísticas. Ele aprendeu muito bem, não é mesmo? 😉


Above the clouds (Acima das nuvens)
Fonte: WikiPaitings

#4 Richard Hamilton (1922 – 2011)
Pintor e artista de colagem, o britânico é considerado um dos precursores da Pop Art. Fã de Marcel Duchamp, ganhou fama com a exposição Man, Machine and Motion, realizada na Hatton Gallery (na Universidade de Newcastle) e com a colagem Just what is it that makes todays homes so different, so appealing?, parte da mostra This Is Tomorrow, do Independent Group in London. Uma curiosidade bem bacana sobre Richard é que ele era tão ligado ao meio musical que, em 1960, tornou-se amigo de Paul McCartney (e até fez uma capa e um pôster com colagens para o Álbum Branco, dos Beatles!).


Just What Is It That Makes Today’s Homes So Different, So Appealing? (O Que Exatamente Faz Das Casas De Hoje Tão Diferentes, Tão Apelativas?)
Fonte: Telegraph

#5 John Baldessari
Ainda em atividade, o norte-americano é um artista conceitual que se apropria de fotografias e imagens garimpadas para produzir suas obras. No início, Baldessari era muito conhecido por seus trabalhos de pintura, mas, na década de 60, começou a incorporar textos e fotografias às telas. Estudioso das artes e professor em diferentes universidades e institutos dos Estados Unidos, criou inúmeros trabalhos que demonstram o poder narrativo das imagens e o poder associativo da linguagem dentro das fronteiras da arte. Você pode conhecer melhor o artista acessando seu site ou assistindo a um vídeo muito bacana sobre sua recente história, narrado por Tom Waits.


Hitch-hiker (Splattered Blue), ou, em português, Caroneiro (Azul Salpicado)
Fonte: An Artwork a Day

#6 Um jovem promissor: André Bergamin
Fã de muitos dos grandes nomes citados acima, o gaúcho de Porto Alegre vem se destacando por suas ilustrações feitas a partir de colagens e fotomontagens, muitas delas publicadas em jornais e revistas brasileiros como Folha de S.Paulo, Carta Capital e Bravo!. Ficou curioso? O André nos contou como Ernst e Baldessari são suas referências, além de falar sobre sua técnica: muitas das imagens utilizadas são retiradas de revistas de época e de livros antigos encontrados em sebos da cidade. Em seu acervo pessoal, estão revistas brasileiras dos anos 70, como exemplares da Playboy e até títulos tchecos e alemães do anos 50! O mais bacana é que o André utiliza basicamente o Photoshop para trabalhar em suas obras, aplicando texturas e fazendo intervenções. Você pode conhecer o trabalho dele no tumblr ou em sua página no Facebook. É uma ótima forma de aliar o vintage à tecnologia, não acha? o/


Howling Beast (Besta Uivante)
Fonte: Tumblr André Bergamin

Convencido de que é preciso trabalhar duro para fazer arte com colagens e montagens? Se você é professor e está interessado em estimular o aprendizado de arte, o livro Para Gostar de Aprender Arte – Sala de Aula e Formação de Professores, de Rosa Iavelberg, também disponível em e-book, pode ajudar! o/ Para quem quer conhecer mais sobre os grandes nomes da técnica da colagem, que tal conferir o livro Tide Hellmeister, inquieta colagem? Ele reúne cerca de 200 trabalhos de um dos mais importantes artistas gráficos brasileiros, mestre da colagem. Agora, se você achou que a arte do André Bergamin tem tudo a ver com você, o livro Fotomontagens Criativas com Photoshop é um bom começo!

Divirta-se. 😉

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