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Inspiração da semana

Escondidos na cidade

Camuflagem: conjunto de técnicas e métodos que permitem a um dado organismo ou objeto permanecer indistinto do ambiente que o cerca. Essa capacidade é imitada por alguns uniformes militares e inerente a alguns animais, como o camaleão e o bicho-pau, e ao artista chinês Liu Bolin. Conhecido como o homem invisível, ele pretende, com sua série de fotografias chamada Hiding in the City (Escondendo-se na cidade), trazer à tona reflexões sobre superficialidade. O artista quer mostrar como o ambiente que nos cerca nos afeta fortemente, especialmente o urbano. E, assim como Liu, quantas vezes já nos sentimos invisíveis no caos da cidade? Será que enxergamos os produtos e não as pessoas? Os questionamentos são ótimos, e as imagens melhores ainda. Confira!


São milhares de celulares, mas tem uma pessoa ali. Se era exatamente a intenção, não sabemos, mas isso nos faz pensar sobre nossa relação com os smartphones. 
[FONTE: Telegraph]


De acordo com Liu Bolin, quando está pronto para ser fotografado, nem mesmo os pedestres o enxergam na rua. 
[FONTE: Gorila polar]


Se é verdade o que dizem as más línguas sobre o abandono das bibliotecas (não acreditamos!), Liu passaria despercebido nessa estante por muitos anos.
[FONTE: G1]


As abelhas não devem ter curtido essa enganação toda. 
[FONTE: Gorila polar]

Uma das coisas mais interessante na obra de Liu Bolin é a fusão de técnicas. Embora o grande charme seja a pintura corporal, irrepreensível, a fotografia tem um papel importantíssimo na concepção final da obra, e não apenas em sua divulgação. Imaginem se o ângulo da imagem fica um centímetro mais para a esquerda? Estraga tudo, não é? E Liu é, ao mesmo tempo, fotógrafo e fotografado. Afinal, embora não aperte o botão, é ele quem cria e imagina a composição da foto. Confuso?  De acordo com Michael Freeman, a origem da fotografia não é a câmera ou mesmo a cena: é a mente do fotógrafo. Pois é aí que o registro tem sua origem criativa, como percebemos na exposição de Liu Bolin. 


Confessamos que, nessa imagem, demoramos mais que o usual para encontrar o artista. 
[FONTE: Telegraph]


Aí tudo que você quer é comprar uma saladinha e, tchanam!, lá está um artista chinês. Mas, pensando bem, não é frequente demais querermos apenas comprar alguma coisa?
[FONTE: Telegraph]


Se não fossem os pezinhos à mostra de Liu, teríamos tentado arrancar seu nariz achando que era uma garrafa de refrigerante. 
[FONTE: Telegraph]


Teriam os chineses barrado seus inimigos mais facilmente com assustadores soldados camuflados na Grande Muralha? Fica a dúvida
[FONTE: Telegraph]

Embora façamos brincadeiras (porque, convenhamos, camuflagem é uma coisa muito divertida), a série foi concebida a partir de um momento triste: Liu Bolin teve seu estúdio destruído após ter sido despejado, em sua cidade natal. E foi por meio de uma performance, realizada em 2005, que as fotografias se originaram. Liu pretendia questionar as relações entre sociedade e Estado na China. A partir daí, deu a volta por cima. Hoje, é um artista renomado, extremamente cool e é capaz de nos trazer reflexões tão legais acerca da sociedade em que vivemos. Além de, é claro, ser a fonte da nossa inspiração de hoje. E você, já se sentiu invisível alguma vez?

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