Sobre livros

eBook: o que é afinal?

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Estar atento às inovações, sabemos, não é apenas uma opção. Todos precisam se atualizar, especialmente professores que lidam com alunos nascidos em uma época totalmente diferente, que não viram o Ayrton Senna correr, o Muro de Berlim cair, e que lêem eBooks. Mas, afinal, você sabe o que é um eBook? Quando o termo livro eletrônico (electronic book, em inglês) surgiu, muitos acharam que era um arquivo de computador sem a necessidade de ser impresso, quase como um arquivo.doc, desses compatíveis com programas como o Word. Mas a verdade é que os eBooks são arquivos mais complexos e que foram evoluindo com a própria tecnologia, especialmente com a chegada dos leitores de livros digitais, os e-readers.

Arquivos no formato PDF foram os primeiros a se popularizarem. Tanto que o PDF deixou de ser um padrão proprietário da Adobe para se tornar de uso comum. Outros surgiram ao longo dos últimos anos para aproveitar melhor essa característica eletrônica dos eBooks. O ePub é um deles, e permite muita mais interações do leitor com a obra do que um estático PDF. Hoje, existem até opções mais específicas como as extensões CBR e o CBZ, para livros de quadrinhos, que exigem não apenas textos, mas também desenhos, balões e um outro tipo de diagramação.

O formato ePub, de electronic publication, em inglês, é um dos mais usados. É um padrão aberto para livros digitais definido pela International Digital Publishing Forum, uma organização do setor de publicações. Com o ePub, o texto se redimensiona ao tamanho de tela de qualquer aparelho, ampliando as possibilidades de leitura e tornado-a mais fluída. Outros recursos interessantes são o de poder aumentar o tamanho das letras e escolher a forma que você lerá seu livro, se em texto corrido ou diagramado em páginas, como vemos nos feitos em papel.


eBooks não são estáticos como os livros impressos
[FONTE: The Wall Street Journal]

Nesse cenário, algumas empresas optam por tipos específicos de ePub. O Grupo A, por exemplo, trabalha com um dos padrões mais utilizados pelo mercado, o VBK. Desenvolvido pela empresa norte-americana VitalSource, ele é fundamentado na linguagem XML (Extensible Markup Language) de computação. Uma das suas vantagens é que, com esse padrão, as obras podem ser lidas nos principais navegadores da web e em dispositivos móveis que rodem iOS, da Apple, ou Android. Ou seja, comprar livros digitais não necessariamente exige que o leitor tenha um leitor de livros digitais em casa, o chamado e-reader. Ler no computador, no smartphone ou no tablet também é possível.

Diferente de outros ePUBs, a extensão VBK não permite que o usuário faça anotações ou modifique o texto. Por isso, o Grupo A disponibiliza um aplicativo que dá ao leitor essa possibilidade de interagir com o conteúdo. Afinal, essa deve ser uma das vantagens desse formato: digitalizar também marcações e anotações e tornar a leitura um hábito mais interativo do que é.

O Vitalsource Bookshelf, por exemplo, é um aplicativo que permite ao leitor acessar seus livros digitais em três locais diferentes: no computador, na web (pelo navegador) ou ainda pelo smartphone. Uma das vantagens desse app é que ele permite que o leitor faça anotações, escolha seu layout preferido de leitura, seja avisado das novidades da editora, pesquise palavras e ainda compartilhe suas notas com amigos. Para professores que já estão entrando nesse novo mundo, esse é um recurso bastante interessante, pois permite que o aluno se conecte com colegas e mestres fora de aula também, quando está lendo o livro indicado, por exemplo.

 


eBooks não fazem pilha, não pegam pó e podem ser acessado de muitos lugares (tudo plural ou tudo singular)
[FONTE: Pubslush]

A portabilidade também é uma grande vantagem para o meio educacional. Se, no passado, os colégios precisavam disponibilizar armários para os alunos deixarem seus livros, ou fazê-los trazer os volumes sempre que necessário em pesadas mochilas, hoje nada disso é necessário. Com um leitor digital ou mesmo acessando um aplicativo, os livros estão lá, na mesma página em que foram deixados e com todas as marcações feitas anteriormente guardadas no armazenamento na nuvem. Na Holanda, por exemplo, existe unidades experimentais de ensino chamada SteveJobsSchool que defende o uso de iPads já no ensino infantil.

É ou não é muito mais fácil de compartilhar conhecimento dessa forma? É claro que existe quem acredite que um livro digital não substitui um impresso, e vice-versa, mas a verdade é que cada um conquistou o seu espaço. 

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