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Debate: o professor na era da educação digital

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Como aprendemos a viver, pensar, decidir e agir na atmosfera densa e mutante da era digital global? Que papel está ocupando a escola convencional neste processo? É possível ter uma escola verdadeiramente educativa, que ajude cada indivíduo a se construir de maneira autônoma, sábia e solidária?

Essas são algumas questões que o futuro da educação instiga. Os novos estudantes estão cada vez mais conectados, exigindo dos professores um comportamento diferente e novas metodologias. Atentos para essa realidade, o Grupo A criou a SAGAH, empresa que oferece soluções integradas de educação para instituições de ensino superior, produzindo conteúdo para cursos de graduação e pós-graduação usando a metodologia de aprendizado ativo.

A SAGAH foi desenhada a partir de alguns conceitos que estão revolucionando o ensino superior no Brasil e no mundo, tais como Blended Learning (aprendizagem híbrida), Flipped Classroom (sala de aula invertida) e, sobretudo, na mudança do modelo de ensino just in case para o modelo just in time, comprovadamente mais eficaz do que os modelos tradicionais.

Esses e vários outros conceitos atrelados à tecnologia são peças-chave na sala de aula do futuro, colocando o aluno como protagonista de seu aprendizado, conduzindo o professor para outro papel tão fundamental quanto na forma do ensino clássico.


Ángel I. Pérez Gómez é autor do livro Educação na era digital: a escola educativa.
FONTE: Divulgação

O pesquisador espanhol Ángel Pérez Gómez, autor do livro Educação na era digital: a escola educativa, discute exatamente o que significa aprender e se educar nesse complexo contexto contemporâneo. Além disso, ele apresenta ao leitor o conceito de escola educativa. 

“Em que situa o aprendiz no centro, no foco de sua preocupação, e concebe o conhecimento e as disciplinas acadêmicas não como uma finalidade em si, mas como o melhor instrumento para se compreender e agir. Uma escola educativa é aquela que ensina a viver e a conviver em grupos humanos cada vez mais complexos e heterogêneos, bem como a resolver os inevitáveis conflitos sociais a partir do diálogo e do respeito mútuo”, explica Gómez.

O autor, entrevistado da revista Pátio de março explica que, afora a barreira tecnológica, todos nós precisamos eventualmente romper com o padrão convencional. A cultura escolar dominante, enraizada não só nas instituições, mas nos alunos, nas famílias, nos professores e nos gestores é o primeiro obstáculo a transpor quando se fala em uma educação ativa. 

Gómez, inclusive, afirma que a inovação educativa, por ir na contramão da escola dominante, é sempre minoritária, marginal e efêmera, além de ser tarefa para heróis. Rodrigo Severo, gerente de projetos da SAGAH, acredita que esse cenário esteja mudando: “É difícil quebrar este paradigma que existe entre a sala de aula do passado e a sala de aula do futuro. Precisamos trabalhar para que o professor entenda que seu papel está mudando, não basta colocarmos computadores nas salas de aula. É preciso mudar a abordagem. Hoje, poucas instituições conseguem fazer isso de maneira eficiente, mas aquelas que o fazem já estão colhendo os frutos com maior satisfação dos alunos e maior ganho de aprendizagem”.


Rodrigo Severo, da SAGAH, empresa que produz conteúdo para cursos de graduação e pós-graduação.
FONTE: Divulgação

O professor no olho do furacão

Sem dúvida nenhuma o aluno é importante nessa transformação da educação, mas é o professor o primeiro impactado, uma vez que grande parte dos docentes nasceu e se formou em um cenário completamente diferente. Na opinião de Gómez, doutor em Pedagogia pela Universidade Complutense, de Madri, e titular da Faculdade de Ciências da Educação da Universidade, de Málaga, o professor da era digital já não pode apenas se considerar ou ser um transmissor de informação. 

“A informação está em todas as partes, acessível e gratuita para qualquer um que acesse a internet. O docente atual tem uma missão muito mais especializada e complexa: ajudar a promover aprendizagem relevante em todos e em cada um de seus alunos. Não basta saber explicar bem, é preciso saber orientar e acompanhar cada um dos alunos para que desenvolvam ao máximo suas possibilidades, as competências ou qualidades humanas que exige o complexo, mutável e incerto cenário contemporâneo”, explica o pesquisador. 

Rodrigo Severo concorda que o papel do docente, hoje, é mais de mediação, o que exige do professor mais comprometimento com os conteúdos abordados. “O professor precisa provocar o aluno, colocar ele frente a problemas reais, instiga-lo a pensar em formas práticas sobre como deve resolver problemas da sociedade com os conhecimentos que adquiriu.”

Para o professor espanhol, o desafio da educação atual reside em ajudar cada aprendiz a transitar da informação para o conhecimento e do conhecimento para a sabedoria. “Os cidadãos vivem saturados de informação e rodeados de incerteza. A provocação está em aprender a diferenciar, discriminar, valorizar a informação útil e descartar a que é puro lixo. Construir com a informação mais valiosa modelos, esquemas e mapas mentais que ajudem a transitar pela complexidade da vida contemporânea”.

Nessa nova era da educação, o professor deve formar-se da, na e para a prática profissional, compreendendo a complexidade da sala de aula, dos grupos e dos indivíduos. E a SAGAH pretende ser um apoio para o professor. Todas as Unidades de Aprendizagem têm desafios que fazem com que os alunos reflitam sobre assuntos reais e trabalhem na solução de problemas. Além disso, os conteúdos são atrativos e dinâmicos, para poder falar a língua dos nativos digitais que estamos todos nos tornando.

 

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