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Sobre livros

De onde vem o cheiro dos livros?

Há os que preferem os novinhos em folha, ainda não manipulados por terceiros, assim como tem quem goste mais dos antigos, com as marcas da história, já envelhecidos, mas ainda cheios de charme. Não importa se você é fã do perfume de novidade ou é do time que prefere a essência da antiguidade, quando se trata do maravilhoso aroma que emana das páginas dos livros, o sucesso é tanto que existe uma série de produtos que tentam emular essa adorada fragância. Se conseguem, não temos certeza, mas a pergunta que não quer calar: de onde vem esse cheiro? Das nossas melhores memórias e do nosso amor pela leitura? Também. Mas, em uma abordagem mais científica e menos romântica, o site Edudemic mostrou a química existente por trás desse bálsamo para o olfato. Pegue seu jaleco e acompanhe!


O viciante cheiro dos livros ataca sem ver idade: do vovô ao netinho.
[FONTE: The Smell of Books]

O aroma dos livros recém saídos do forno

Para algumas pessoas, é um prazer inenarrável abrir um livro assim que é adquirido. Se estiver no plástico, melhor ainda. Esse cheirinho é resultado da mistura das tintas, solventes e produtos químicos adesivos utilizados e dos tratamentos sofridos pelo papel. Hmmmm, delícia. O etileno acetato de vinil (copolímero que também é matéria prima do EVA, aquela espuma vinílica que é a grande estrela da lista de material escolar) é usado como uma emulsão adesiva para livros. O dímero de alquil ceteno (AKD) é utilizado para aumentar a resistência do papel à água. Ainda nessa mistureba, temos o peróxido de hidrogênio, responsável pela brancura das páginas, além de todos os petroquímicos que são utilizados como solventes de tinta. Os nomes são um pouco assustadores, mas não fique receoso: você não está sozinho na adoração dessa química maluca. Afinal, se formos colocar em termos técnicos, até o mais inocente cheirinho de pão saindo do forno ganha ares de ciência maluca.  


Olhe fixamente para essas páginas novinhas e tente não enfiar o nariz na tela. 
[FONTE: RN Educação]

Essência das antigas

Já os famigerados e adorados livros velhos têm outros elementos na composição de seu peculiar perfume: com o passar do tempo, a quebra da celulose dá origem a diversos compostos orgânicos. Vamos aos ingredientes dessa fragrância: vanilina, benzaldeído, etil benzeno, tolueno e 2-etil etanol. É uma biblioteca ou um laboratório? E o processo é ainda mais interessante: o aroma dos livros vai mudando com o passar do tempo graças aos compostos orgânicos voláteis, que, mesmo à temperatura ambiente, possuem alta pressão de vapor. Por isso, eles evaporam facilmente e entram na atmosfera. Os chamados COVs são os responsáveis pela maioria dos odores que encontramos por aí. 


Aroma de flores? Não, de livro velho mesmo, obrigada. 
[FONTE: Fiction Writers]

Vale lembrar que nenhum componente químico sozinho é responsável pelo cheiro dos livros. Essa essência que tantos amam é o resultado de todo o processo de fabricação e, após, do envelhecimento do exemplar. Ou seja, mesmo com toda essa explicação teórica, a mágica se mantém intacta: só mesmo os próprios livros são capazes de produzir e exalar seu famoso cheirinho. E, depois de fornecermos tantos ingredientes para essa miscelânea aromática, não podemos deixar de avisar: não vá tentar recriar essas fragrâncias em casa. Abra um livro e dê uma boa inspirada que fica tudo certo. 😉

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