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Inspiração da semana

Da sala de aula virtual para o mundo

A educação a distância (EAD) tem revolucionado formas de ensinar e aprender. Muitas vezes, quando pensamos em EAD, imaginamos a tecnologia transformando o ensino em algo quase futurista, sem barreiras de tempo e espaço. No entanto, mesmo em locais em que os métodos mais desenvolvidos de ensino online ainda não chegaram, algumas lições da sala de aula virtual têm transformado a vida de muitas pessoas. Seja em comunidades ou em locais remotos, essas pequenas amostras de EAD nos trazem grandes esperanças no futuro da educação e algumas histórias inspiradoras. Confira!

#1 Celular x analfabetismo

De acordo com relatório da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, na sigla em inglês), muitas pessoas não leem por um único motivo: elas não têm acesso a livros. Graças à era digital e, especialmente, aos dispositivos móveis, pessoas de países em desenvolvimento estão mudando esse quadro. 


A integração entre a natureza e o tecnológico, o tradicional e o moderno: tudo em favor da educação. 
[FONTE: Meducation Alliance]

Na África subsaariana, por exemplo, cerca de 51% das escolas não têm livros, mas, atualmente, grande parte da população tem acesso a smartphones. A Unesco estima que a leitura via dispositivo móvel é cerca de 300 a 500 vezes mais barata que a tradicional e está apostando nessa via para aumentar os índices de leitura naqueles países. Na verdade, os resultados já existem. Foram entrevistadas 5 mil pessoas em Gana, Sudão, Índia, Quênia e Paquistão, entre outros locais, e constatou-se que elas não apenas estão lendo mais, como buscando mais conteúdo e também lendo para seus filhos. Além disso, os níveis de alfabetização estão subindo.

As mulheres têm sido as mais beneficiadas pelo acesso à leitura em dispositivos móveis pois, muitas vezes, não vão à escola.
[FONTE: Unesco]

#2 Videoaulas + oportunidade no vestibular

Quando fazia intercâmbio em Bangladesh, há cerca de quatro anos, o estudante japonês Atsuyoshi Saisho percebeu uma grande diferença de oportunidades para ingressar no ensino superior entre moradores daquele país. Enquanto os estudantes da capital, Dhaka, tinham acesso a cursos preparatórios para os exames de admissão, os residentes do interior, não. Saisho, então, resolveu distribuir DVDs com videoaulas retiradas dos cursos preparatórios e distribuir nas zonas remotas de Bangladesh. Acostumado ele mesmo a tomar lições por meio de vídeos, o jovem estudante viu aí uma chance de sucesso para outros alunos. E deu certo. Hoje, cerca de 200 jovens bangladeshianos ajudados por Saisho estão na educação superior. O e-Education Project cresceu e, hoje, também atua na Jordânia e em Ruanda.


Saisho e seus “alunos” em Bangladesh.
[FONTE: Edsurge]

#3 EAD + pessoas com deficiência = inclusão

A tecnologia utilizada na educação a distância é essencial para incluir pessoas com deficiência no aprendizado. O ensino online é uma alternativa capaz de empoderar não apenas aqueles que têm a mobilidade reduzida, mas também os que não podem deixar o leito. Esse é o caso de Yusra Al Hattali, dos Emirados Árabes, que passou a vida no hospital junto a um respirador, devido a uma condição genética, e sempre quis estudar. Graças a tecnologias inerentes à EAD, em 2013 ela realizou o desejo de se inscrever na Universidade de Zayed. “Estou vivendo um sonho”, disse.


Yasra não pode deixar o leito, mas realizou o sonho de começar uma graduação graças à tecnologia da EAD.
[FONTE: The National]

As pessoas com deficiência visual também são amplamente beneficiadas pela tecnologia no ensino. O uso de softwares, como leitores de tela e digitalizadores de texto, até mesmo na sala de aula da instituição física facilita, e muito, o aprendizado do aluno especial. Afinal, aprender apenas em braile pode se tornar cansativo para o estudante e é mais dispendioso.


O uso de softwares com leitura de tela e digitalização de texto incluem o aluno com deficiência visual.
[FONTE: Indian Association for the Blind]

#4 EAD – limitações de tempo = uma segunda chance

Para pessoas que já estão inseridas no mercado de trabalho, muitas vezes completando longas jornadas, voltar a estudar pode ser um sonho distante. No entanto, as possibilidades do ensino digital têm mudado esse quadro. Nos Estados Unidos, os chamados adult learners (aprendizes adultos), estão tomando conta dos cursos a distância, especialmente na pós-graduação. A formação tardia (que não contempla apenas os recém saídos do ensino médio) também é tendência no Brasil. O perfil do estudante de EAD mais comum no país é a mulher com cerca de 30 anos e que trabalha.


Emancipação feminina: as mulheres são maioria na procura por cursos de EAD para formação tardia. 
[FONTE: Crea]

A EAD também é uma ótima oportunidade para estudantes da terceira idade, pois, além de promover a inclusão digital, é uma possibilidade de manutenção da saúde mental do idoso. As pessoas mais velhas têm se mostrado especialmente dedicadas e participativas, especialmente em cursos abertos online. E, é claro, isso tudo prova de que nunca é tarde para o aprendizado e para a realização de um sonho.


Aprendizado não tem idade: a educação a distância é especialmente encorajadora para o aprendiz idoso. 
[FONTE: Flanders Today]

Histórias e dados como esses mostram que a educação é o instrumento poderoso para a inclusão social. Mulheres em países subdesenvolvidos, estudantes com pouco acesso à educação, trabalhadores, pessoas com deficiência e idosos: o que todos têm em comum – além da vontade de aprender – é o fato de, durante muito tempo, não terem sido protagonistas de sua educação. No entanto, isso vem mudando, e a inspiração na sala de aula virtual tem tudo a ver com isso. 😉

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