Sobre livros

Como nascem os livros

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Até o leitor menos atento já sabe que livros são a nossa paixão. Nós os amamos em todos os formatos, sejam impressos ou digitais. Livros nos trazem conhecimento, e eles mesmos são produtos de uma longa evolução de técnicas de impressão, reprodução e tipografia. Hoje, vamos mostrar um pouco de como se costumava fazer e como se fazem atualmente esses objetos maravilhosos 🙂

Birth of a Book from GLEN MILNER on Vimeo
Neste vídeo, você acompanha o nascimento de um livro impresso, tão complexo quanto um parto

Nos primórdios da fabricação de livros, o processo era todo manual. Cada cópia era escrita à mão por um escriba, profissional especializado em caligrafia e que, supomos, deveria sofrer imensuráveis dores nas costas após cada jornada de trabalho curvado sobre papéis. O escriba ainda nem sabia o que é tendinite, mas certamente sofria desse mal. Devido ao enorme esforço dispendido em cada exemplar, os livros eram raros e caríssimos. Em 1424, a Universidade de Cambridge tinha pouco mais de uma centena de livros, e cada um deles valia o mesmo que uma fazenda.


Até hoje, grandes livros precisam ser costurados em pequenos cadernos
[FONTE: Zoe Scharf]

Naturalmente, essas dificuldades incomodavam muita gente, como, por exemplo, Johannes Gutenberg, um ourives alemão que passou anos pesquisando técnicas de impressão. É verdade que os chineses já haviam criado um processo mecânico para a tarefa, mas os moldes móveis de cada letra usados na China, feitos de madeira, duravam pouquíssimo tempo. O escriba não se desgastava tanto escrevendo, mas passava horas na preparação dos moldes. Gutenberg foi o homem que, em 1455, conseguiu criar uma prensa com tipos móveis de longa duração, feitos de metal e, portanto, mais fortes ao marcarem o papel e mais resistentes à ação do tempo. Nascia a impressão em massa.


Quando fazer livros ainda parecia coisa de magia

Em pouco tempo, as prensas se espalharam pela Europa e permitiram toda a efervescência cultural do Renascimento, facilitando a disseminação do conhecimento por meio da escrita. Os processos atuais de fabricação não são tão diferentes daqueles dos anos 1960. O vídeo abaixo, que mostra a impressão de um dos livros da trilogia Crepúsculos nos Estados Unidos, é surpreendentemente semelhante ao vídeo quase cômico que vimos acima. Ou seja, Gutenberg fez tão bem o seu trabalho que os princípios da impressão continuam os mesmos. Uma salva de palmas ao inovador ourives alemão!


Tem quem preferisse que esse livro em particular nunca tivesse sido impresso…

Se ficou curioso para conhecer ainda mais do universo de produção de livros, o site Brain Pickings traz mais vídeos de prensas em ação! E não esqueça que toda nossa seção Sobre Livros é dedicada a essa grande paixão pelas letras impressas (ou grafadas digitalmente, por que não?). Enquanto houver escritores e leitores, haverá maneiras de disseminar o conhecimento da forma mais ampla possível!

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