Ciência curiosa

Aprender com videogame? Pode, sim.

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Muitos pais e mães de hoje convivem com um inimigo em potencial dentro de casa: os videogames. Geralmente apontados como os grandes responsáveis pelas notas baixas na escola ou pelo pouco engajamento doméstico dos adolescentes, os games seguem sendo o horror dos progenitores, mas os queridinhos da molecada. Tirem as crianças da sala (mentira, não tirem, não), que hoje daremos mais pano pra manga nesse embate familiar: o videogame pode ser extremamente educativo. Não estamos falando apenas dos jogos projetados para esse fim, mas também dos games mais populares. Na educação digital, o uso desses jogos para o aprendizado tem um nome, gameficação, e, pelo jeito, eles vieram para ficar. Confira! 


Sabemos que é difícil acreditar, mas pode, sim, estar ocorrendo aprendizado nessa cena. 
[FONTE: Schoolastic]

Se tem uma coisa que apoiamos é unir o útil ao agradável. Os gamers devem estar pulando de alegria ao saber que muitas das características de seu hobbie favorito podem ser aproveitadas na área da educação. O engajamento do jogador, o feedback imediato (quando aprendemos o jogo, ganhamos) e a interatividade são propriedades típicas dos games que podem inspirar novas formas de ensinar e aprender. Mas não é só isso: videogames são capazes de trabalhar habilidades cognitivas e até mesmo tratar a visão! Os jogos em console, em computador ou mesmo em smartphones podem aprimorar a acuidade visual em jovens e a visão em profundidade em crianças. E, nesse caso, quanto mais agitado o game, melhor, pois vai exigir mais dos olhinhos atentos dos jogadores.


Encanador. E professor nas horas vagas. 
[FONTE: Lucid Learning]

Em uma reviravolta ainda menos esperada, um estudo realizado na Holanda sugere que os games violentos são os mais benéficos do ponto de vista cognitivo, especialmente os famosos jogos “de tirinho”, no qual se matam vários tipos de inimigos. Afinal, esses jogos exigem atenção redobrada. Na Alemanha, cientistas descobriram que meia horinha de Super Mario por dia, durante dois meses, foi capaz de melhorar a memória, a localização espacial, o senso de estratégia e a capacidade motora dos sujeitos estudados. Já na Universidade da Califórnia, um estudo realizado com idosos e videogames também constatou uma melhora na cognição e na capacidade de realizar tarefas simultâneas, além de dar aquela aprimorada na atenção e na memória


O uso moderado do videogame pode fazer o cérebro passar de fase também. 
[FONTE: Lifehacker]

“Nossa, mas é a oitava maravilha da humanidade!”, vocês devem estar pensando. Pois bem, como tudo na vida, o uso dos videogames tem seu lado bom e seu lado ruim. O livro Imaginação e Jogos na Era Eletrônica fala justamente sobre os perigos e benefícios das influências da mídia eletrônica na vida de crianças e adultos nesses tempos conectados e, por isso, é leitura obrigatória para quem quer saber mais sobre os efeitos dos games sobre o comportamento e a cognição. De nossa parte, devemos dizer: use com parcimônia. De que adianta deixar o cérebro tinindo e usá-lo apenas para coletar moedinhas feitas de bits ou matar zumbis de mentirinha? Todos os benefícios listados aqui se referem a quantidades moderadas de jogos. O uso exagerado traz mais problemas do que soluções. Por isso, aconselhamos: o negócio é jogar, aprender e depois ir lá fora colocar em prática todas as habilidades adquiridas com os games. 😉

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