Sobre livros

A invenção do eBook

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A invenção do eBook revoluciou a leitura, abrindo um mundo de possibilidades para algo tão sacramentado e tradicional. Você sabe como essa nova tecnologia entrou em nossas vidas? É o que vamos mostrar hoje, afinal essa grande invenção mudou a forma como lidamos com o ato de ler sem sacrificar o livro original, preservando, para os apaixonados pelo produto físico, o seu famigerado cheirinho de papel, mas facilitando, e muito, a vida de quem gosta de ler em todo o lugar. É um verdadeiro sucesso de design de soluções, e temos que celebrar sua criação!


Em algum momento, alguém teve a ideia genial de aliar a tradição da leitura com a tecnologia. 
[FONTE: TNozz]

O inventor oficial do livro digital é o norte-americano Michael S. Hart (1947-2011). Um entusiasta do futuro e das novas tecnologias, no dia 4 de julho de 1971, inspirado por uma cópia da Declaração da Independência Norte-Americana que estava sendo distribuída gratuitamente naquele feriado, Martin decidiu digitar no computador o conteúdo do texto e transmitir para os outros usuários da rede de computadores da Universidade de Illinois, em que trabalhava. Pronto! Estava criado o primeiro protótipo de eBook da história. A partir daí, a leitura em seu formato digital passou a ser sua paixão e seu meio de vida. Ele criou o Project Gutemberg, a maior rede de eBooks gratuitos do mundo, com mais de 46 mil títulos e que segue ativa, também por meio de doações. Em um relato chamado “Quem inventou os eBooks?”, escrito por ele mesmo, Hart disse:

“Eu certamente não fui a primeira pessoa a digitar algo em um computador, o que eu fui foi  primeira pessoa a digitar algo em um computador com o propósito de criar um livro eletrônico que seria o passo necessário para começar a criação de uma biblioteca eletrônica pública.”


Michael S. Hart morreu, aos 64 anos, em 2011.
[FONTE: Digital Trends]

Com relação aos dispositivos tecnológicos, Michael S. Hart estava sempre na crista da onda. Conforme novos aparelhos iam sendo inventados, ele se tornava um expert: rádios, equipamentos de vídeo e, é claro, computadores. Uma das previsões do inventor dos livros digitais, que adorava imaginar o futuro, era de que um dia existiria uma plataforma que permitisse a todos terem acesso à sua coleção de exemplares no Project Gutenberg, onde quer que estivessem. Isso foi se tornando gradualmente real, com a maior portabilidade de computadores, smartphones e, principalmente, o surgimento de uma tecnologia que foi criada para solucionar exatamente o que era necessário e demandado pelo mercado. Quem já aprendeu conosco um pouco sobre Design Science Research saberá exatamente do que estamos falando: a evolução foi o surgimento de dipositivos criado especialmente para a leitura de eBooks. 


Livros físicos e digitais vivem em harmonia nas estantes dos apaixonados por leitura. 
[FONTE: Student Wire]

Se formos pensar de forma crítica sobre isso, em uma época em que, cada vez mais, os dispositivos são multiuso – computadores, telefones, agendas, reprodutores de vídeo, tudo em único aparelho que cabe na palma da mão –, não seria um contrassenso criar uma tecnologia com uma função específica? Bem, não foi. E foi a partir do conhecimento das reais necessidades do consumidor que os profissionais que trabalham com design de produto souberam que os e-readers seriam o sucesso que são hoje. Certamente, muitas pesquisas foram feitas para determinar quais características esses dispositivos deveriam ter para se diferenciar dos smartphones e tablets e para que não fossem substituídos por estes. Mas, o que imaginamos que pesquisadores possam ter descoberto foi: a leitura cativa e apaixona, e o mercado tem espaço para um dispositivo que permita ao leitor voraz que leve, diariamente, centenas de livros para todo o lugar. Por isso, agradecemos aqui ao sagaz Michael S. Hart, que quis espalhar o livro digital pelo mundo, e aos designers que tornaram isso possível. 😉

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