Ciência curiosa

5 mitos sobre o câncer de mama

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Um diagnóstico de câncer de mama é, sem dúvida, assustador. Afinal, a doença pode ser fatal, nos colocando diante de um mundo desconhecido de exames, tratamentos e estatísticas. Para reduzir os temores das mulheres, é importante acabar com alguns mitos relacionados à doença. Seguindo o exemplo do portal Today, mostramos hoje porque você não precisa temer o desodorante nem os sutiãs e a importância de uma rotina saudável. Não basta participar da campanha Outubro Rosa, tem que ajudar na promoção de tranquilidade e alívio!


Boa notícia para o verão: os desodorantes estão liberados
[FONTE: aesthetics hub]

Mito #1 Desodorante causa câncer de mama

Desodorantes e antitranspirantes não causam câncer de mama. Segundo o Dr. Ruta Rao, professor de oncologia na universidade Rush de Chicago, não existe absolutamente nenhuma indicação de que qualquer tipo de desodorante cause câncer. O mito provavelmente surgiu em uma corrente de e-mails propagada há quase uma década, provando, como já dissemos por aqui, que os troladores da internet só querem causar estragos.

Mito #2 Usar sutiã causa câncer

Mais uma vez, é difícil descobrir de onde surgiu essa ideia disparatada, mas não existe nenhuma evidência científica de que usar sutiã possa contribuir para o surgimento do câncer de mama. A lenda era tão forte, que foi necessário um artigo na revista Câncer Epidemiology, Biomarkers & Prevention para acabar com a mentira. Em um grupo de estudo para testar a hipótese, o resultado foi claro: não importa a idade da mulher, nem o modelo do sutiã, nem quanto tempo ela passa vestindo-o, o uso da peça íntima de roupa teve zero influência nas ocorrências da doença.


Madonna pode ficar tranquila: nada de errado em sutiãs de todas as formas e modelos
[FONTE: Belelu

Mito #3 Uma dupla mastectomia é melhor mesmo para quem tem câncer em uma só mama

Esse é um dos mitos mais persistentes relacionados ao câncer de mama, e muitas mulheres seguem optando por uma dupla mastectomia mesmo quando o tumor existe em apenas um dos seios. A literatura acadêmica existente até o momento mostra que as taxas de sobrevivência para quem remove ambos ou apenas o seio doente são praticamente iguais. Isso porque as chances de desenvolver câncer na mama saudável são pequenas: beiram o 1%. Por isso, é tão essencial conversar muito com o médico antes de decidir a que tipo de cirurgia se submeter.

Mito #4 Expor o tumor ao ar faz com que ele se espalhe

Este mito nasceu com as primeiras cirurgias de retirada de tumores. Como, muitas vezes, os médicos só constatavam a extensão do tumor depois de abrir a paciente e precisavam adotar um procedimento mais agressivo do que o previsto, surgiu a impressão de que as células doentes se multiplicavam quando entravam em contato com o ar. Só que, mais uma vez, não existe nenhum embasamento para sustentar essa crença. 


É possível viver com leveza e reduzir os riscos do câncer de mama
[FONTE: I am grateful! How are you?

Mito #5 Não há como reduzir os riscos de desenvolver câncer de mama

Certo, não se pode alterar nossos genes nem parar o envelhecimento, mas há muito que podemos fazer para reduzir as chances do surgimento de um câncer. O Dr. Otis Brawley, presidente da Sociedade Americana de Câncer, lista algumas das atitudes que ajudam a evitar tumores. Uma delas é lutar contra a obesidade. Diversos estudos ligam essa doença ao risco de câncer, então perder peso é uma boa medida para quem está com alguns quilos em excesso. Exercícios regulares e ingestão moderada de bebidas alcoólicas também ajudam, ou seja, nada que você já não tenha ouvido como regra geral para a boa saúde. 

Esses são apenas alguns dos mitos relacionados ao câncer. Outros surgem e se propagam diariamente pelo mundo, por isso o melhor a fazer é sempre consultar profissionais médicos, e não se deixar intimidar por boatos pouco ou nada fundamentados. Também vale lembrar que a ciência avança a galope, e as informações que temos na mão hoje podem logo parecer obsoletas diante das próximas descobertas. Sempre há esperança, e o futuro parece cada vez melhor para as sobreviventes do câncer de mama.

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